Obviamente que não estou nada contente
com o estado socioeconómico em que Portugal está. Estamos, alguns, sim só
alguns, a pagar a factura de todos os erros cometidos pelos nossos governantes
desde 1985, respectivamente - Sr. Cavaco Silva (1985 a 1995), Sr. António
Guterres (1995 a 2002), Sr. Durão Barroso (2002 a 2005), Sr. Santana Lopes
(2005), Sr. José Sócrates (2005 a 2011) e actualmente Sr. Passos Coelho.
Como em Portugal “A culpa morre sempre solteira ” nada se
pode fazer, a não ser em futuras eleições votar em alguém que possa mudar as
leis de forma a penalizar os nossos governantes nos casos de má gestão. Mas uma
coisa é certa, no panorama actual desde a esquerda até à direita não reconheço virtude
m nenhum dos nossos políticos.
A política de austeridade que
está a ser levada neste momento pelo actual governo, só o tempo dirá se os
resultados serão ou não positivos, mas por enquanto as consequências são más,
mesmo bastante más e assim sendo toca então a manifestarmo-nos pelas ruas do
nosso país e aderir a Greves-gerais (que muito pessoalmente penso que de nada
trazem de bom ao país, mas é tão-somente a minha opinião e que admito possa
estar errada) mas como ainda é um dos poucos direitos, neste caso Constitucional,
que temos há que aproveita-lo e tentar assim paralisar a nossa débil economia. Mas
por acaso há alguém que pense que esta Greve-geral vai ter qualquer consequência
nas decisões do governo? Claro que não!!!
Gostei do elogio que o Sr.
Primeiro-ministro fez a todos aqueles, que como eu, tiveram coragem e foram trabalhar.
Sei bem o que é estar (ou ter
alguém em casa) desempregado, andar a bater porta a porta para tentar arranjar
alguma coisa, também sei bem o que é correr para os centros de emprego assim
como não ter qualquer tipo de subsídio porque no agregado familiar há uma
habitação própria (que de própria nada tem pois está em pagamento ao Banco por
mais alguns (muitos) anos, o que na pratica não passa de um aluguer) e por isso
mesmo ser considerado “rico”. Vejo cada vez mais pessoas a fugir aos impostos (pudera
com o IVA a 23% quem não tenta fugir…, com as taxas de IRS, etc., etc.), como consequência
a receita fiscal irá diminuir e consequentemente também irá haver novo
agravamento de impostos.
Quando comecei a fazer este texto
o tema pensado era comentar os distúrbios que aconteceram na noite do dia
14-11-212 em frente à Assembleia da Republica tendo o que escrevi ate aqui como
simples mote.
Assim, foquemo-nos nos ditos distúrbios
e respectiva “carga” policial.
Começo por elogiar as forças
policiais que estavam no terreno pois, pois como nós, são também seres humanos
e funcionários, sim são funcionários, não é neles que se deve descarregar
eventuais descontentamentos com os nossos governantes. Assim como nós, as
forças policiais também são vítimas da austeridade que o país está a
atravessar.
O pouco que sei vi pela
comunicação social e nas redes sociais, mas uma coisa é certa, não foi a polícia
que começou a agressão. Os supostos manifestantes pacifistas que ficaram em
frente à Assembleia da Republica, se não quisessem ser agredidos pela policia,
quando começou o arremesso de vários objectos contra a policia que tivessem
dispersado e assim não teriam sido agredidos, pois era mais do que obvio que
mais tempo menos tempo a policia iria repelir tão vis agressões de que estavam
a ser alvo e quando isso acontece vai tudo à frente. Não tenho pena nenhuma de
todos aqueles que foram agredidos.
Muito pessoalmente, mas mesmo
muito pessoalmente estou convencido que aqueles arruaceiros que provocaram os distúrbios
na porta da Assembleia da Republica serão um grupo organizado e que foram para
lá com alguma intenção, mas sobre isso o tempo irá falar…
Das consequências da Greve-geral
ninguém fala e/ou é noticia, a única coisa que se fala é sim das bastonadas do
final do dia na porta da Assembleia da Republica.
Agora pensem e reflictam, tenho
ou não razão para ser contra a Greve-geral?
Para se falar somente das
bastonadas não é necessário tentar paralisar o país durante um dia de trabalho.
Fonte
das fotografias: redes sociais
2 comentários:
Transcrevo um comentário que recebi por e-mail sobre este texto:
"Caro Colega
Previsivelmente não estiveste na manifestação até porque disseste que tinhas ido trabalhar.
Eu estive.
E vi o máximo que consegui.
Perdoa-me a franqueza mas a tua opinião é a opinião dos meios de comunicação instrumentalizados.
Portanto ao opinares sobre o que não viste estás apenas a convencer e convencer-te que foi como dizes.
Eu vi policias à paisana a acicatrem os jovens.
E estes nossos colaboradores policias nossos empregados pagos com os nossos impostos agridem com a razão do poder indiscriminadamente mulheres jovens crianças, idosos, tudo o que mexe.
Garanto-te que é assim porque vi com estes olhinhos que a terra há-de comer.
Um abraço fraterno"
Estimado Bloger,
Muitas podem ser as motivações que um trabalhador possa ter para fazer ou não greve, se ponderarmos bem, é o abdicar de um dia de sálario para tentar conquistar algo mais, já a menifestação, essa faz e participa quem pode, é a domonstração de algo, no caso indignação pelas politicas que estão a ser adoptadas pelo governo CONTRA o povo e não a seu favor.
Esta greve geral veio mostrar qual é o mal do nosso pais, é FALTA DE SOLIDARIEDADE, pois os primeiro a aderir deveriam ser os "patrões" pois quase não se falou de salários (que são uma miséria), falou-se de uma ecomonia debil, de um aumento de impostos brutal, de um pais com soluções mas que governo após governo se teima em não encontrar um caminho.
Há,como pode dizer o nosso primeiro, quem tenha coragem de ir trabalhar ou será que é cobardia de dar a razão ao resto do povo?
Existirá medo da união?
Pensa nisso.
Abraço
Enviar um comentário