09/03/14

A História e a Lenda do Zé do Telhado

O lendário Zé do Telhado nasceu como José Teixeira da Silva, no lugar do Telhado, de Castelões de Recezinhos, no Distrito do Porto em 22 de Junho de 1818.


Foi um herói condecorado de várias guerras e revoltas, que por força da fome e pobreza extrema, se tornou salteador e líder do famoso bando "Boca Negra" que actuava em todo o Norte de Portugal.

Enquanto militar, há registos e relatos da sua bravura e valentia sem igual, tendo sido condecorado com a medalha de Torre e Espada (que ainda hoje podemos ver nos brasões mais antigos da nossa invicta e muy nobre cidade), a mais alta condecoração militar portuguesa, por actos heróicos nas fileiras do General Sá da Bandeira, que salvou da morte duas vezes.

Sempre do lado das tropas e movimento liberal, herança do saudoso Rei D. Pedro IV, contra os absolutistas de D. Miguel ainda vivo no exílio, Zé do Telhado deu fielmente o seu contributo em sangue nos campos de batalha de todo o País.

Em tempo de paz, casou à revelia do Tio (um antigo soldado francês que por cá ficou aquando das invasões napoleónicas nos começos do século XIX), com sua prima e filha do mesmo, Ana de Campos Lentine, que morava no lugar de Sobreira, da freguesia de Caíde de Rei e de que dele teve um filho.

Este tio francês era comerciante e castrador de gado e desde cedo ensinou o ofício ao sobrinho, mas Zé do Telhado cedo percebeu, que aquela vida rotineira, não era para ele, pois existia na sua família uma antiga tradição militar e miliciana muito forte, e extremamente enraizada. O seu tio-avô e o seu pai tinham sido soldados e posteriormente quadrilheiros, assim como o seu irmão mais velho.

Diz a História e reza a Lenda que ao regressar da guerra, se deparou com a mulher e filho pequeno, em extrema situação de pobreza. Após ter procurado trabalho e ajuda, que lhe foi negada em virtude dos seus ideais liberais, Zé do Telhado, herói esquecido, foi forçado a procurar uma vida de crime para matar a sua fome e dos seus e combater a injustiça absolutista. Estes ideais ainda estavam enraizados na sua terra em ricos saudosistas e abastados colaboracionistas de D. Miguel, ainda vivo no exílio.

Recrutado pelo Boca Negra (líder do bando de quadrilheiros mais sanguinário de Portugal, com o mesmo nome), para uma vida de salteador, Zé do Telhado depressa se tornou líder da quadrilha e lenda entre gentes de bem e bandidos. Diz a lenda que assim que se tornou líder do bando, implementou regras morais rígidas que puniam com a morte e impediam qualquer um dos seus homens de roubar aos pobres ou maltratar mulheres e inocentes. Chegaram mesmo a ser encontrados documentos escritos pela sua mão onde se estabelecia que a 10ª parte do saque seria sempre entregue aos pobres e desfavorecidos.

Muitas foram as aventuras do Zé em todo o Norte do País, entre Alto Minho, Porto e Trás-os-Montes, o Herói Bandido ajudava e defendia os pobres e atormentava os ricos. Foi preso várias vezes e libertado por exigência pública, tendo-se tornado amigo íntimo de Camilo de Castelo Branco durante a sua estadia na Cadeia da Relação do Porto, que por força das circunstâncias se tornara uma segunda casa.

Traído covardemente na sua última incursão por um dos seus homens conhecido por João Pequeno, que desde sempre lhe invejou a fama e cobiçou o lugar, foi finalmente capturado e julgado pela sua vida de crime, sendo no entanto poupado do cadafalso pela sua reputação e bravura na guerra.

Degredado para África como era costume na altura, regenerou-se e tornou-se num abastado comerciante, que ficou conhecido por continuar a ajudar os pobres, nunca esquecendo os seus ideais e as suas humildes origens.

Viria a falecer em 1875, longe do seu Norte amado, exilado em Angola, onde ainda hoje é recordado e lhe prestam homenagem pelos seus feitos naquele território.

A lenda do Herói Bandido, ainda hoje continua viva na tradição e na memória das gentes do Norte de Portugal que ainda cantam e recordam as suas valorosas façanhas.

Na lenda do Zé do Telhado, encontramos os ideais e as convicções de uma terra e de um povo que em tempos difíceis se recusa a baixar os braços. Um povo que nunca perdendo o Norte, luta contra a opressão, a injustiça, a pobreza e a má sorte.


O Zé do Telhado és tu, sou eu, somos todos nós os que contam e recontam sua história. Somos todos aqueles que lutamos para manter viva a sua Lenda e perpetuar a sua memória...


Fonte:
fotografia do zé - http://photos1.blogger.com/blogger/6076/1347/400/foto1.0.jpg

06/02/14

...doping.

Há pouco estava a ler um texto num blogue (carro vassoura) sobre Ciclismo e deparei com o seguinte texto e que tomo a liberdade de transcrever parcialmente:

Mudando de tema, mas não mudando muito, o ciclismo nacional está em análise da edição especial de fim de época da revista Procycling.

A Procyling é a maior referência dentro das revistas dedicadas ao ciclismo de competição, porque a Procycling não é sobre bicicletas, nem sobre equipamento, nem sobre dicas de treino nem de alimentação. É escrita em inglês e é propriedade da mesma empresa que possui o site CyclingNews. Em Portugal tem o preço de 8€, mas quem se sentir à vontade com o idioma e gostar de ler sobre ciclismo de competição deve dar uma vista de olhos, porque são 130 páginas recheadas de excelentes fotos e sobretudo excelentes reportagens. Não é uma revista de notícias (porque para isso há a internet). É uma revista de reportagens, entrevistas e crónicas de ciclistas. Na edição especial de final de ano a principal reportagem é com Chris Froome e a principal entrevista com Lance Armstrong.

Aproveitando que o campeão do mundo em título é português, a Procycling dedica seis páginas ao ciclismo português feito dentro de fronteiras. E nessa reportagem Portugal é (mais uma vez) classificado como "o Eldorado do doping e dos dopados" e que "a Volta a Portugal está para as drogas como o Oktoberfest para a cerveja". O Oktoberfest é o maior festival do mundo dedicado à cerveja, que se realiza anualmente em Munique ao longo de 16 dias.

É assim que uma publicação respeitada (na minha opinião, a melhor) vê o ciclismo nacional e é assim que o retrata para os seus leitores de todo o mundo. O mérito é dos diretores desportivos que para cá trouxeram Txema del Olmo, Claus Moller, Santi Pérez, Isidro Nozal, Vicioso, Tino Zaballa, Paco Mancebo, Pablo de Pedro, Eladio Jiménez e muitos outros que vieram para Portugal depois de estarem suspensos ou fortemente ligados a investigações em curso e por isso com a porta fechada nas grandes equipas. Dos diretores desportivos que deram segundas e terceiras oportunidades a ciclistas que não as mereciam e que não as aproveitaram, voltando a ser apanhados. De quem entregou as suas equipas aos doutores Basil Ribeiro (mesmo depois de estar suspenso), Alberto Beltrán e Marcos Maynar para colecionarem positivos.

Este é também o país da Maia que em 2003 brilhava no Paris-Nice, Romandia e Volta à Suíça mas teve tantos positivos que o seu médico acabou suspenso. Da Póvoa que em 2008 acabou depois de um mega caso de dopagem organizado. Da Liberty que terminou no ano seguinte pelo mesmo motivo. Ou da Barbot que em 2010 teve três "casos isolados".

Mas a culpa é também daqueles que sabem o que se vai passando mas, por um motivo ou outro, se calam. É também nossa.
E é por isso que o ciclismo que se faz em Portugal é considerado o Eldorado do doping e dos dopados. Não sou eu quem o diz. É a mais conceituada revista mundial dedicada a ciclismo de competição. É esta a visão que têm que nós.”

É assim que somos vistos pelos outros e da fama já ninguém consegue livrar o Ciclismo português..., espero mesmo muito sinceramente que seja só fama e sem qualquer proveito nos dias que correm.



18/11/13

Mãe (14/02/1938 - 13/11/2013)

A minha mãe, Maria José Sousa, nascida em 14/02/1938 no Arca da Calheta (Madeira) após doença prolongada, faleceu no dia 13/11/2013.

Os seus últimos dias foram passados no Lar de Sant’ana em Matosinhos (https://www.facebook.com/LardeSantanaMatosinhos) onde foi muito bem tratada, aliás, melhor teria sido impossível. Quero aproveitar para deixar um apreço muito especial ao Sr. Padre Mendes, à Madre Mercedes, Sr.ª Enf. Raquel e à Sr.ª D.ª Manuela que foram incansáveis (obviamente sem qualquer desprimor dos restantes profissionais do Lar).

Quero também aproveitar para deixar o meu apreço à Consulta da Dor no Hospital de Santo António na pessoa da Sr.ª Dr.ª Anabela Pimenta e da Sr.ª Enf. Carina.

E porque os últimos são os primeiros, quero ainda também deixar um agradecimento muito especial ao Sr. Vicente Moço do coro da Igreja de Matosinhos (do qual a minha mãe também fazia parte) que foi um verdadeiro Amigo e que tanto fez por ela (assim como aos restantes elementos do coro).


28/09/13

2013 - Férias, 2ª etapa.


desabafos…

Férias e “politica”:

…e acabaram-se as férias :-(

Por opção, o meu período principal de férias este ano foi na segunda quinzena do mês de Setembro e apesar de estar a terminar com tempo invernal não me arrependo da opção tomada.

Por motivos vários escolhi este ano passar as férias na agradável cidade de Macedo de Cavaleiros, tendo para esta escolha contribuindo os enormes recursos naturais/paisagísticos (onde obviamente se destaca a Albufeira do Azibo), mas o principal motivo da escolha por Macedo de Cavaleiros foi a sua pacatez e onde esperava poder passar dias de descanso agradáveis (venho cá várias vezes durante o ano – “terra” dos sogros), mas…

…no inicio de Março (quando planeei as férias) esqueci-me de um pormenor muito importante, ou seja, que no dia 29/09/2013 iria haver eleições autárquicas e consequentemente nos dias anteriores toda a pacatez macedense iria deixar de existir.

É certo que a nossa liberdade termina quando começa a dos outros e Portugal é um país cheio de leis, regras, etc., etc., etc. (mas que quase nunca se aplicam), onde também o bom senso e respeito pelo próximo também nem sempre existe e que foi o que infelizmente eu vi nestes 10 dias que estive em Macedo de Cavaleiros (falta de respeito pelo próximo e bom senso).

Felizmente parece que não ter havido qualquer tipo de confrontos entre as diversas candidaturas (se houve não me apercebi) e nesse aspecto houve respeito entre todas - o que por si só é louvável.

Quando digo que houve falta de bom senso e de respeito refiro-me a alguns exageros de campanha, como por exemplo praticamente todos os dias à noite a cidade ser evadida com caravanas automóveis ruidosas, haver um dos candidatos (PSD – Duarte Moreno) que durante o dia tinha várias viaturas a circular pela cidade com altifalantes que nem permitiam que na rua se conseguisse falar. Nesta candidatura também é de lamentar negativamente que na sua sede de campanha a musica ambiente fossem umas colunas de som colocadas na via pública (que estavam praticamente ligadas todo o dia) com o som de tal maneira alto que nos estabelecimentos comerciais mais próximos os comerciantes não conseguiam falar com os clientes e nas três esplanadas próximas não se conseguia estar com tamanha poluição sonora, sim, poluição sonora (não pelo conteúdo mas pelos decibéis exagerados!!!). Por mensagem privada no Facebook ainda alertei o candidato em causa para este facto (realmente durante um dia o som esteve em quantidade aceitável) mas de nada serviu (apesar de me ter respondido que iria alertar os responsáveis desse pormenor). O som estava de tal maneira alto que nem dentro de um café (que fica a cerca de 50mts) se conseguia estar descansadamente a tomar uma bebida e ler um livro. ISTO SIM, ISTO É FALTA DE RESPEITO PELO PROXIMO pois foi/foram alertados para o que estavam a fazer e a incomodar terceiros (relembro que a nossa liberdade acaba quando começa a dos outros).



Por contrapartida nas outras duas candidaturas (PS e CDS/PP) este problema não se passou, aliás, na candidatura do PS (Rui Vaz) que ficava numa rua paralela a musica que tinham estava num tão agradável que na explana que estava contigua à sede conseguia-se la estar, manter uma conversa e se necessário atender o telemóvel.


Ainda ontem à tarde estava numa loja no centro da cidade (Pautonia) e as empregadas optaram por fechar a porta durante alguns minutos para conseguirem falar com os clientes devido ao constante passar dos carros com altifalantes.

Mas voltemos às férias que de politiquice tratem os políticos e eu nesse aspecto vou fazer a minha parte, ou seja, vou votar.

Infelizmente as férias terminaram e posso afirmar que foram boas (tirando o pormenor referido, mas que também não me perturbou muito, apesar de irritante).

21/06/13

2013 - Férias, 1ª etapa.

As férias são como um Grande Prémio, ou seja, gozam-se por etapas e hoje chega a primeira das quatro etapas previstas para este ano.
Merecidas, claro que são!!! As férias são sempre merecidas e estas em particular, por vários motivos, são muito provavelmente as mais merecidas dos últimos anos.
Obviamente que a Troika nos tem deixado muitas recordações mas para aproveitar uns dias de férias não é necessário ir para nenhum destino considerado paradisíaco, basta-me a alegria de poder estar em comunhão com as pessoas que realmente são importantes para mim.

11/05/13

Bruno Neves - E já se passaram cinco anos...



Faz hoje 5 anos que o corredor Bruno Neves faleceu no decorrer da Clássica de Amarante, prova que contava para a Taça de Portugal e que na altura era liderada por Bruno Neves.

Não mais me esqueci das palavras de dois corredores que estavam na prova quando se soube do trágico acidente e se decidiu neutralizar a corrida:

“Paulão, o Ciclismo não mais será o mesmo daqui para frente, olha o que eu te digo...”

Fonte da fotografia:
Facebook do Cláudio Faria

18/02/13

Pai, posso pedir-te emprestado 10 euros?


Este é um pequeno texto que recebi, em forma de parábola, via correio electrónico e que decidi partilha-lo.

É destinado a todos aqueles “workaholic” independentemente do motivo de o ser. A vida são dois dias e um já passou pelo que temos de agarrar o nosso tempo e passá-lo com as pessoas que são mais próximas e com quem nós realmente poderemos contar sempre na vida.

Se morreres amanhã, a empresa onde trabalhas pode facilmente substituir-te numa questão de horas. Mas a família e os amigos (sim, mas os verdadeiros) que deixamos para trás vão sentir a nossa perda para o resto das suas vidas.

Pai, posso pedir-te emprestado 10 euros?

Um homem chegou a casa do trabalho, cansado e irritado, quando encontrou o seu filho à espera na porta.

Filho: Papá, posso fazer-te uma pergunta?

Pai: Claro que sim, o que foi?

Filho: Papá, quando ganhas por cada hora no teu trabalho?

Pai: Não tens nada a ver com isso. Porque é que perguntas uma coisa dessas?

Filho: Apenas quero saber. Diz-me por favor quanto ganhas por hora no teu trabalho?

Pai: Já que queres saber ganho 20 euros por hora.

Filho: Oh! - respondeu a criança, cabisbaixo

Filho: Papá, posso pedir-te emprestado 10 euros?

Agora, o homem estava furioso - Se a única razão pela qual tu perguntaste isso foi para te emprestar dinheiro para comprar um brinquedo qualquer sem jeito nenhum, vai já imediatamente à minha frente para o teu quarto e vai para a cama. Pensa porque és tão egoísta! Eu não ando a trabalhar todos os dias para estas palermices!

A criança foi silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta.

O homem sentou-se e começou a ficar ainda mais chateado com as perguntas do seu filho. Como é que ele se atreve a perguntar aquelas coisas apenas para ter algum dinheiro?!

Meia hora depois, o homem acalmou e começou a pensar:

Talvez exista alguma coisa que ele queira comprar com os 10 euros e já que ele não me pede dinheiro tantas vezes, o homem dirigiu-se à porta do quarto do seu filho e abriu a porta.

Pai: Estás a dormir?

Filho: Não papá, estou acordado.

Pai: Estive a pensar e acho que fui muito duro contigo. Foi um dia grande de trabalho e descarreguei em cima de ti. Aqui está a nota de 10 euros que me pediste.

A criança sentou-se na cama a sorrir e disse: Oh papá! Muito obrigado!

Depois, levantou a almofada e tirou duas notas de cinco euros amarrotadas.

O homem viu que a criança tinha dinheiro e começou a ficar novamente chateado.

A criança começou a contar o dinheiro e depois olhou para o seu pai.

Pai: Porque é que que queres mais dinheiro se já tens algum?

Filho: Porque não tinha suficiente, mas agora já tenho.

Filho: Papá, agora tenho 20 euros. Posso comprar uma hora do teu tempo? Anda para casa amanhã mais cedo. Adorava jantar contigo.

O pai ficou completamente emocionado. Abraçou o seu filho e pediu-lhe desculpa.

Pessoalmente já revi há algum tempo as minhas prioridades na vida e concordo a 100% com esta parábola, embora com esforço, quando queremos, conseguimos arranjar sempre tempo para tudo.

Assim relembro, se morreres amanhã, a empresa onde trabalhas, ou os “amigos” com quem perdes tempo podem facilmente substituir-te numa questão de horas. Mas a família e os amigos (sim, mas os verdadeiros amigos) que deixamos para trás vão sentir a nossa perda para o resto das suas vidas.

12/02/13

PORTO - Pistas de Ciclismo


Este texto está a ser escrito no dia de Carnaval mas não se trata de uma brincadeira, antes pelo contrário, trata-se de um assunto bem sério.

Na cidade do Porto, além da pista do antigo estádio do Lima (à Constituição e que ainda existem alguns vestígios) e do antigo estádio das Antas, até ontem, desconhecia por completo a existência de outras pistas de ciclismo na cidade natal.

Assim, fica aqui pois mais um bom desafio para a UVP/FPC e/ou ACP e/ou ACN e/ou FPCUB tentarem reactivar a utilização, de pelo menos, esta pista documentada na fotografia e que fica junto ao Museu Nacional de Soares dos Reis (Palácio dos Carrancas) na Rua D. Manuel II. São várias as possíveis utilizações a dar a esta pista, mesmo que a mesma necessite de alguns arranjos do piso, se bem que obviamente não substituirá nunca o Velódromo Nacional em Anadia.

Como todos sabemos os eventos velocipédicos dentro da cidade do Porto são praticamente inexistentes.

Com a possível reactivação da utilização deste espaço pode-se fazer com que muito publico volte ao “Ciclismo” como adepto (e quem sabe até também posteriormente como utilizador de bicicleta). Em paralelo com esta possível reactivação desta pista pode também ser utilizado o espaço envolvente (jardins) ao Pavilhão Rosa Mota (vulgo Palácio de Cristal) para fazer acções de dinamização da utilização da bicicleta para todos (mas em particular para os mais novos e mais idosos que como não há transito é um local seguro para que estes grupos etários se possam iniciar na utilização das bicicletas).  
Pela análise da imagem disponível no Google Earth, quer-me parecer que a pista não estará já na sua totalidade disponível para utilização, mas com um pouco de esforço de todas as partes envolvidas quem sabe se…, enfim, a esperança é sempre a ultima coisa a morrer.
Paralelamente com a divulgação da modalidade Ciclismo, a utilização desta pista pode também servir de alavancagem do Museu Nacional de Soares dos Reis fazendo assim pois aumentar o número de visitantes do museu e até quem sabe fazendo criar o “bichinho” pela cultura de pessoas que até hoje nunca visitaram um qualquer museu (que como todos sabemos em Portugal são em grande numero infelizmente, mas isso é uma outra questão).
Mas voltando à pista, como todos sabemos, até finais dos anos 70 as chegadas aos estádios de futebol traziam muitos adeptos para esta modalidade que todos nós gostamos e foi com o Ciclismo que clubes como Porto, Sporting e Benfica conseguiram a notoriedade que hoje têm junto de todos nós.
Este texto que agora acabo de escrever teve como mote um texto publicado no sítio na Internet “jornalnalciclismo.com” em 11/02/2013, com o título “Um Velódromo em pleno centro do Porto.” e, salvo melhor opinião, por me parecer um texto interessante tomo a liberdade transcrever integralmente aqui:
A notícia já é conhecida de uma parte intelectual da cidade do Porto, dos seus historiadores, dos homens que nos transmitem e investigam tradições, culturas, usos e costumes, reconstruindo um passado longínquo, pleno de vida, muitas vezes escondido e esquecido.
O ciclismo foi, nos finais do século dezanove¸ uma modalidade das elites, e compreende-se, não haviam meios motorizados de deslocação, e a bicicleta permitia aos seus utilizadores uma certa ascensão social.
Vários velódromos foram construídos por todo o país, alguns completamente desaparecidos, aos quais se perderam rastos, como o velódromo da Quinta de Salgueiro, do velódromo da Serra do Pilar, sabe-se que existiram mas não existem vestígios que nos permitam ver, ou pelo menos “ sentir” que ali, naquele local existiu algo que nos ligue ao ciclismo.
Estamos, como é óbvio, a falar da cidade do Porto, a mui nobre e leal cidade, de muitas lutas e tradições, e de um velódromo escondido, vergonhosamente, diria ocultado e esquecido, e mais grave, destruído e vilipendiado.
Os museus terão mais valor quando são “vivos”, isto é, conservam a integridade dos usos e costumes de determinada época e, nada mais visível seria, se o velódromo rainha dª Amélia tivesse sido conservado no seu lugar, respeitado o seu passado e não fosse destruído para que, no seu lugar fosse reconstruído o tal museu “morto”, com salas de chã, espaços de aluguer, destruindo-se o que de importante mais representava para a cidade do Porto.
Escondeu-se, destruindo um velódromo que, em três voltas se percorria um km, como mandam as regras internacionais. Isto é, um velódromo de 333.3 metros, em plena cidade do Porto, uma cidade onde as estruturas desportivas não abundam e onde os monumentos são vilipendiados.
Um espaço que fez falta á cidade, numa zona carente de instalações desportivas que permitam a prática desportiva de lazer.
É verdade, o velódromo rainha D. Amélia é um monumento, destruído grosseiramente, por quem não teve respeito pela história e passado da cidade e da história do desporto.
O Velódromo D. Amélia, foi o maior recinto desportivo do Porto na primeira década do século passado, como palco da modalidade que os tripeiros mais acarinhavam quando se começaram a interessar por desporto. Parte das suas instalações mantiveram-se intactas até hoje, o local onde está instalado é quase um segredo, e a grande maioria dos habitantes da cidade desconhece a sua existência num local tão nobre como as traseiras do museu Soares dos Reis e perto do Palácio de Cristal e do hospital de Santo António.
O Velódromo do Porto surgiu um 1894, furto da doação por parte do rei D. Carlos, no ano anterior, de um terreno ao Real Velo-Club do Porto para a prática do ciclismo. Uma prenda integrada nas comemorações do V centenário do infante D. Henrique. Não era o primeiro espaço na cidade ou arredores que recebia provas de amadores ou profissionais deste desporto. O primeiro estava instalado na Quinta de Salgueiros e pertencia ao Clube de Caçadores do Porto. Posteriormente, na serra do Pilar, construiu-se o primeiro Velódromo D. Amélia – assim baptizado em homenagem à mulher do rei -, designação que seria transferida para a pista do Porto, passando a estrutura de Gaia a ter o nome de Príncipe Real.
O Velódromo foi instalado no jardim do palácio dos Carrancas, propriedade da família real desde 1861 e local onde esta costumava pernoitar quando se deslocava à cidade. O palácio dos Carrancas, recorde-se, é o actual Museu Nacional de Soares dos Reis. O estádio ficou situado nas suas traseiras, no interior de um quarteirão, o que o resguarda de qualquer olhar mais indiscreto e o torna quase desconhecido.
As portas do Velódromo do Porto encerraram em 1910 com a implantação da República e a ida do rei D. Manuel II para o exílio. O espaço foi doado à Misericórdia, mas em 1939 o Estado Novo decidiu “nacionalizar” o palácio e a sua envolvente para aí ser instalado o museu Soares dos Reis.
O espaço do Velódromo do Porto é hoje denominado Jardim da Cerca e integra as instalações do Museu Soares do Reis. Aí encontram-se em exposição alguns dos brasões das antigas casas senhoriais do Porto. O terreno foi objecto da última requalificação no contexto da “Porto’2001, Capital Europeia de Cultura”, numa criação do falecido arquitecto portuense Fernando Távora, que fez questão de preservar integralmente alguns dos elementos da centenária instalação desportiva. Assim, sem grande esforço, ao nível do solo são perfeitamente visíveis as duas curvas da pista, com os respectivos relevos. Uma recordação do primeiro espaço desportivo do Porto, que permite imaginar as loucas corridas que aí se disputaram e os 25 mil adeptos que a elas assistiram.
No jornal «O velocipedista», em 1895 escrevia-se:
«Real Velo Clube: Esta agremiação, tenciona inaugurar o seu velódromo, na quinta do Paço real d/esta cidade, que lhe foi concedida para esse fim por S. M. el-Rei, por ocasião das festas do centenário do Infante D. Henrique. O distinto engenheiro snr. Esteves Tomás, que é o segundo secretário do Club, já está levantando a respectiva planta da Quinta para esse efeito.»
Inaugurado em 1895 ali se realizaram muitas corridas e demonstrações desportivas, incluindo a primeira corrida de motorizada realizada em Portugal.
Hoje em dia está fechado, destruído, perdendo-se um monumento dos poucos que todos nós poderíamos utilizar, como o mais antigo recinto desportivo da cidade do Porto.
Termino deixando uma sugestão simples, assim como eu, porque não enviarem uma mensagem de correio electrónico para os responsáveis da UVP/FPC, ACP, ACN e FPCUB sensibilizando-os para que sejam efectuados todas as diligências possíveis para a reactivação desta pista de ciclismo.
·         UVP/FPC – geral@uvp-fpc.pt
·         ACP – geral@acporto.org
·         ACN – acnorte@portugalmail.pt
·         FPCUB – fpcub@fpcub.pt
O minha mensagem de correio electrónico pode ser consultada em:
 
Fica pois o desafio lançado.
 

10/02/13

Ciclismo "Estrada" época 2013

Inicia-se hoje, no Algarve, mais uma época velocipédica na vertente “estrada”. Muito se poderia escrever sobre o tema, mas, infelizmente, parece-me que a época hoje iniciada será mais do mesmo, não em termos de resultados desportivos e de quem vai ganhar as competições, mas sim no mesmo em termos de provas desmarcadas em cima da data, corredores com o estatuto e obrigações de “Profissional” mas sem a devida remuneração financeira, as equipas a queixarem-se dos organizadores por estes não cumprirem eventualmente o caderno de encargos financeiros a que estão obrigados, a esmagadora maioria das provas a não ter as condições mínimas logísticas para que possam ser realizadas, etc., etc., etc.

Resta-me pois, aos corredores, desejar a maior sorte possível e na esperança, apesar de ténue, que pelo menos nas condições de segurança os organizadores das provas não sejam prevaricadores e que pensem em todos os pormenores, a começar pela escolha do percurso, etc., etc.

20/12/12

Época natalícia….


Encontrei esta pequena frase há pouco numa cronologia de alguém no Facebook e não é que é mesmo verdade?

…e se não sentem a minha falta porque raio terei eu de sentir a falta dos outros?

Estamos em plena época natalícia e com o aproximar do dia 25 começam a “chover” os agora tradicionais sms e e-mails desejando boas-festas. Muitas dessas pessoas fazem-no por fazer e para parecer bem, mas aqueles que realmente nos importam vamos falando durante todo ano, com maior ou menor frequência mas vai-se mantendo o contacto.

A realidade é dura e crua. Ao fazer uma pequena retrospectiva do meu ano 2012, uma vez mais, sim, uma vez mais, cheguei à conclusão que na vida nos restam muito poucas pessoas, aliás, cada vez menos pessoas e que o resto é paisagem, é triste, mas é a realidade. Tal como diz o ditado popular, “A quantidade não faz a qualidade” e posso dar-me por feliz pois nessas poucas pessoas posso sempre contar com elas mesmo estando fisicamente distantes.

21/11/12

CICLISMO - A pensar nos Corredores.

Tomo a liberdade de transcrever um texto publicado pelo corredor David Blanco no Facebook.

Sugiro que todos aqueles atletas que estão no Ciclismo e que ainda são profissionais ou então são Sub 23 ou anda Juniores, leiam com atenção as palavras do David Blanco e pensem muito bem no vosso futuro, a glória é efémera e passa rápido, muito rápido mesmo. Ou aceitam um contrato em que o salario é condigno ou então dediquem-se a outra actividade enquanto são novos.

Lembro-me de uma vez ter dito a corredor (na altura teria 23 anos) que se lamentava com uma situação que se estava a passar com ele e de lhe ter dito que era o melhor que lhe podia estar a acontecer (isto foi em 2008). Na altura ele ficou chateado comigo mas passados alguns meses ele deu-me razão, hoje tem a sua vida profissional estabilizada e com futuro.

Cá vai o texto do David Blanco:

“Pasan los días y las semanas y cada vez tengo más claro que o hay un milagro o este cuento se ha acabado y a otra cosa mariposa.

 Llega un momento en que uno tiene que saber pasar página y pensar en enfrentarse a la vida real... esa gran desconocida!! Y creo que me está llegando la hora... es algo que ves venir pero que nunca quieres pensar en ello pero de esta creo que no me voy a librar de empezar a ser una persona normal.

Puedo darme con un canto en los dientes porque llevo toda la vida haciendo lo que me gusta y lo que me da la gana pero ha llegado el momento en que se ponen muchas cosas en la balanza y lo que antes se iba para un lado empieza a irse para el otro y a pesar del miedo que produce pensar enfrentarte a una nueva vida creo que el momento está llegando.

El Clube Ciclismo de Tavira está haciendo lo posible para conseguir un dinero que yo considero el mínimo digno e indispensable para poder correr, como siempre hacen todo lo que pueden pero las cosas no están nada fáciles y hasta el club más antiguo del mundo está pasando por momentos complicados, espero que la posibilidad de tenerme en sus filas otra vez motive a algún patrocinador y que consigamos salvar el match ball... la esperanza no se debe perder nunca pero está claro que uno debe saber que siempre que se cierra una puerta muchas se van a abrir y aunque ahora parezca que el futuro es oscuro y que no hay carretera delante tuya por la que seguir rodando siempre van a ir apareciendo cosas que hacer, sólo hay que tener paciencia y confianza.

El año pasado me propuse un reto y el resto de factores me daban exactamente lo mismo, habría corrido gratis sólo por darme ese gusto pero eso no puede convertirse en costumbre, entiendo que los patrocinadores están con problemas y que es muy difícil sacar equipos pero no puedo permitir que algunos digan que son equipos profesionales ofreciendo esos salarios. Creo que la solución que se ha tomado de poner un salario mínimo de 2500 euros a los corredores con menos de 25 años lo único que va a provocar es éstos consigan correr por ese "sueldo" hasta esa edad y que en cuanto cumplan los 26 se van a encontrar que prácticamente ninguno tenga equipo y que han sacrificado su vida por nada... han vivido en casa de sus padres, la mayoría no han estudiado y cuando dejen la bici qué? Nadie se va a acordar de ellos pero seguirá habiendo equipos "profesionales" ... cuando uno cumple los 26 fichamos a uno de 21 y vuelta a empezar. Esta solución me parece un simple parche... pan para hoy y hambre para mañana, así no se forma a nadie, se le explota y luego se le tira y sino tiempo al tiempo.

Está claro que uno no puede pretender ganar lo que se ganaba en los buenos tiempos pero tampoco considero justo que se hagan equipos a cualquier precio porque los beneficiados no son los corredores sino todo el circo que hay alrededor. El corredor sueña con ser profesional y sacrifica lo que sea por serlo, esto lo sabe todos los que mueven los hilos... ya no hay ofertas y contra ofertas ahora es el "o lo tomas o lo dejas" y casi siempre uno piensa que lo quiere intentar un año y llega el siguiente y vuelve a caer... luego dejan la bici y se dan cuenta de que no tienen nada, ni dinero ni formación y ahí NADIE del ciclismo se va a acordar de ellos, el teléfono dejará de sonar y ese subidón de ego que uno tenía cada vez que se veía en la tele pasará a ser depresión pero eso no le importa a nadie de este circo.

En fin... no pretendo dar lecciones de moral ni ser más inteligente que nadie, simplemente expreso mi opinión libremente y acepto que se me critique, nadie está en posesión de la verdad absoluta y menos yo que la mayoría de las veces hablo sin pensar ;-)”

Foto: David e Blanco e Paulo Couto

18/11/12

Terras de Cavaleiros

Simplesmente divinal este pequeno filme sobre o Geopark em Macedo de Cavaleiros.

Recomendo vivamente a visualização de todos aqueles que estejam a ponderar uma visita a Macedo de Cavaleiros / Barragem do Azibo, aliás, mesmo para aqueles que pensam que já conhecem recomendo também a visualização deste filme.

Geopark Terras de Cavaleiros (Lands of Knights Geopark) - Portugal from idenya on Vimeo.

16/11/12

Greve-geral – Distúrbios na A.R. (14-11-2012)

Obviamente que não estou nada contente com o estado socioeconómico em que Portugal está. Estamos, alguns, sim só alguns, a pagar a factura de todos os erros cometidos pelos nossos governantes desde 1985, respectivamente - Sr. Cavaco Silva (1985 a 1995), Sr. António Guterres (1995 a 2002), Sr. Durão Barroso (2002 a 2005), Sr. Santana Lopes (2005), Sr. José Sócrates (2005 a 2011) e actualmente Sr. Passos Coelho.

Como em Portugal “A culpa morre sempre solteira ” nada se pode fazer, a não ser em futuras eleições votar em alguém que possa mudar as leis de forma a penalizar os nossos governantes nos casos de má gestão. Mas uma coisa é certa, no panorama actual desde a esquerda até à direita não reconheço virtude m nenhum dos nossos políticos.
 
A política de austeridade que está a ser levada neste momento pelo actual governo, só o tempo dirá se os resultados serão ou não positivos, mas por enquanto as consequências são más, mesmo bastante más e assim sendo toca então a manifestarmo-nos pelas ruas do nosso país e aderir a Greves-gerais (que muito pessoalmente penso que de nada trazem de bom ao país, mas é tão-somente a minha opinião e que admito possa estar errada) mas como ainda é um dos poucos direitos, neste caso Constitucional, que temos há que aproveita-lo e tentar assim paralisar a nossa débil economia. Mas por acaso há alguém que pense que esta Greve-geral vai ter qualquer consequência nas decisões do governo? Claro que não!!!

Gostei do elogio que o Sr. Primeiro-ministro fez a todos aqueles, que como eu, tiveram coragem e foram trabalhar.

Sei bem o que é estar (ou ter alguém em casa) desempregado, andar a bater porta a porta para tentar arranjar alguma coisa, também sei bem o que é correr para os centros de emprego assim como não ter qualquer tipo de subsídio porque no agregado familiar há uma habitação própria (que de própria nada tem pois está em pagamento ao Banco por mais alguns (muitos) anos, o que na pratica não passa de um aluguer) e por isso mesmo ser considerado “rico”. Vejo cada vez mais pessoas a fugir aos impostos (pudera com o IVA a 23% quem não tenta fugir…, com as taxas de IRS, etc., etc.), como consequência a receita fiscal irá diminuir e consequentemente também irá haver novo agravamento de impostos.

Quando comecei a fazer este texto o tema pensado era comentar os distúrbios que aconteceram na noite do dia 14-11-212 em frente à Assembleia da Republica tendo o que escrevi ate aqui como simples mote.

Assim, foquemo-nos nos ditos distúrbios e respectiva “carga” policial.

Começo por elogiar as forças policiais que estavam no terreno pois, pois como nós, são também seres humanos e funcionários, sim são funcionários, não é neles que se deve descarregar eventuais descontentamentos com os nossos governantes. Assim como nós, as forças policiais também são vítimas da austeridade que o país está a atravessar.

O pouco que sei vi pela comunicação social e nas redes sociais, mas uma coisa é certa, não foi a polícia que começou a agressão. Os supostos manifestantes pacifistas que ficaram em frente à Assembleia da Republica, se não quisessem ser agredidos pela policia, quando começou o arremesso de vários objectos contra a policia que tivessem dispersado e assim não teriam sido agredidos, pois era mais do que obvio que mais tempo menos tempo a policia iria repelir tão vis agressões de que estavam a ser alvo e quando isso acontece vai tudo à frente. Não tenho pena nenhuma de todos aqueles que foram agredidos.

Muito pessoalmente, mas mesmo muito pessoalmente estou convencido que aqueles arruaceiros que provocaram os distúrbios na porta da Assembleia da Republica serão um grupo organizado e que foram para lá com alguma intenção, mas sobre isso o tempo irá falar…

Das consequências da Greve-geral ninguém fala e/ou é noticia, a única coisa que se fala é sim das bastonadas do final do dia na porta da Assembleia da Republica.

Agora pensem e reflictam, tenho ou não razão para ser contra a Greve-geral?

Para se falar somente das bastonadas não é necessário tentar paralisar o país durante um dia de trabalho.

Fonte das fotografias: redes sociais