02/11/08

Sugestão de visita/passeio a Viana Castelo Ponte de Lima

Viana do Castelo foi fundada em 1258 pelo rei D. Afonso III, com o topónimo de Viana da Foz do Minho, mas toda a sua região conta com a presença de tribos e povos bem anteriores, como comprovam as ruínas de um castro ou citânia, provavelmente da Idade do Ferro, no topo o lindíssimo Monte de Santa Luzia. A cidade, sede de distrito e município, localiza-se junto à bela foz do rio Lima, tendo no mar uma das suas principais características e influências. Viana do Castelo está situada num local abençoado pela natureza, marcado pelo Verde Minho e o profundo azul do Mar e do Rio Lima que a acompanha, concedendo paisagens únicas e inesquecíveis.
Ao longo da Idade Média, Viana torna-se um importante porto marítimo, e durante a época dos Descobrimentos Portugueses, o porto de Viana era mesmo o terceiro mais movimentado do País. Já no século XX viria a ser construída uma frota bacalhoeira nos estaleiros de Viana do Castelo para a pesca do bacalhau nos mares do norte.
Tal como foi dito atrás, Viana do Castelo que conta já com 750 anos de existência é sede de um município com 314,36 km² de área e cerca de 36.750 habitantes no seu núcleo urbano e 83 mil em todo o concelho, subdividido em quarenta freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Caminha, a leste por Ponte de Lima, a sul por Barcelos e Esposende e a oeste tem litoral no Oceano Atlântico.
As origens do povoamento remontam a antes da era cristã como o comprovam as ruínas de um castro ou citânia no alto da colina de Santa Luzia. Recebeu o seu primeiro foral do rei Afonso III de Portugal em 1258 e o nome de Viana da Foz do Lima em razão da sua localização geográfica; em 1848 foi elevada a cidade por decreto de Dona Maria II, tendo visto então a sua designação alterada para Viana do Castelo.
O património cultural popular vianense é o que mais diferencia Viana do Castelo de outros municípios. A variedade etno-folclórica, que se exprime na opulência e diversidade dos trajes, na riqueza dos ouros, na vivacidade do folclore, na originalidade do artesanato, na variedade da gastronomia e na alegria das suas vibrantes romarias, fazem de Viana do Castelo uma terra fiel ás tradições e entronizam-na como capital do folclore português.
Os sete séculos e meio do seu percurso histórico, foram deixando indeléveis marcas arquitectónicas que hoje muito valorizam a cidade. Igrejas e conventos de várias épocas, palácios, palacetes e casas senhoriais, edifícios públicos de venerável antiguidade, enriquecem Viana do Castelo.
Viana do Castelo é rodeada por montanhas verdejantes, onde nasce o sol, pelos reflexos de azul intenso do Oceano Atlântico e pela serenidade do Rio Lima, Viana do Castelo proporciona aos visitantes um ímpar património natural de paisagens deslumbrantes, cheias de cor e de luz.
Tal como foi dito Viana do Castelo é terra de tradições e forte história, presente nas suas bem preservadas ruas e caminhos, de forte fervor religioso e grande herança de casas senhoriais e brasonadas. Vários são os locais de interesse em Viana, podendo-se destacar a bonita e medieval Igreja Matriz (ou Sé), a graciosa Praça da Rainha, com os Paços do Concelho e centrada pelo Chafariz renascentista, o Teatro Sá de Miranda ou a emblemática Ponte metálica projectada por Gustave Eiffel, de onde se pode admirar a grande beleza da cidade. Encimando a cidade, no Monte de Santa Luzia, encontra-se um dos mais bonitos locais do Minho, a Igreja de Santa Luzia, cuja construção se iniciou em 1903 e ficou totalmente concluída apenas em 1943. Do alto deste monte o panorama é maravilhoso, avistando-se o centro histórico de Viana e toda a foz do rio Lima que desagua no imenso oceano Atlântico.
Mas voltemos ao património cultural popular vianense...

…mas mesmo muito próprio desta tradicional Viana é o seu folclore, trajes típicos, e artesanato muito próprio e afamado, de onde se destaca a arte de trabalhar o ouro, produzindo peças muito próprias e afamadas ao longo dos séculos, com obras de arte como as tradicionais “Arrecadas de Viana”, os “Colares de Contas (produzidas pelas civilização grega, etrusca e fenícia e castreja), as “Memórias de abrir”, a “Laça” ou o “Coração”, bem como uma rica e famosa Gastronomia. Uma das festividades mais afamadas e concorridas é Festa em honra à Senhora d´Agonia, sendo uma das mais bonitas Romarias do País, mas também com o desfile das mordomas, em que centenas de raparigas de todo o concelho desfilam com os tradicionais trajes e ricos adornos de ouro, ou a tradicional procissão no mar, incluindo a bênção dos barcos dos pescadores.
Claro está que não podia falar de Viana do Castelo e esquecer-me do Funicular de Santa Luzia que vencendo um desnível de 160 metros, em seis a sete minutos, a viagem no Funicular de Santa Luzia é a mais longa de todos os funiculares do país, com os seus 650 metros, tendo mais do dobro da distância do que se lhe segue, o da Nazaré (com 310 metros), havendo ainda em Lisboa os da Bica (283 metros), o da Glória (276 metros) e da Lavra (188 metros) e em Braga, o do Bom Jesus, com apenas 274 metros.

Uma coisa é certa, muita coisa ficou por escrever sobre Viana do Castelo, capital do Minho Litoral…

Mas vamos um pouco a Ponte de Lima…

Por Sua vez Ponte de Lima é a sede de um município com 321,20 km² de área e 44 343 habitantes (2001), subdividido em 51 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Paredes de Coura, a leste por Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, a sueste por Vila Verde, a sul por Barcelos, a oeste por Viana do Castelo e Caminha e a noroeste por Vila Nova de Cerveira. Recebeu foral de Dona Teresa em 4 de Março de 1125, sendo a vila mais antiga de Portugal. Não desvirtuando outros pontos de interesse, Ponte de Lima é fundamentalmente conhecida pela Sarrabulhada assim como pelos seus jardins onde anualmente se faz um festival. Em termos de ambiente Ponte de Lima tem nas suas lagoas o seu ponto alto sendo as mais conhecidas as de Bertiandos e S. Pedro de Arcos, localizam-se nas freguesias de Bertiandos, S. Pedro de Arcos, Estorãos, Moreira do Lima, Sá e Fontão, a 4 Km da sede de concelho de Ponte de Lima e a 19 Km da sede de distrito de Viana do Castelo, entre o Rio Lima (Sul) e as Serras de Arga e Cabração (Norte), com acesso pela EN 202. Em termos naturais, a área enquadra-se no terço médio inferior do curso e bacia hidrográfica do Rio Estorãos, a cerca de 2 Km da foz na margem direita do Rio Lima. Os limites, com uma área total de 350ha, seguem de acordo com Decreto Regulamentar n.º 19/2000 de 11 de Dezembro, o vale que se forma a partir da passagem do rio pela freguesia de Estorãos até à EN 202, limitada a Este pelo povoamento de Bertiandos e a Oeste por S. Pedro d´Arcos.

…e se de Viana do Castelo ficou muita coisa por escrever, o que dizer de Ponte de Lima pois aqui sim, ficou mesmo muita coisa por escrever.

E está dado o mote para mais um passeio…

…para quando ainda não sei, mas que será um passeio algo diferente dos habituais pois neste será dado preferência á vertente cultural e gastronómica. Muita coisa há ainda para preparar, mas basicamente será na parte da manhã para uma visita pedonal a Viana do Castelo, depois seguir até Ponte de Lima para a sarrabulhada e para ajudar a aliviar o estômago uma visita aos múltiplos jardins de Ponte de Lima, jardins esses que por si só justificam uma visita exclusiva.

27/10/08

Outono no Parque Natural Montesinho (3)

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Relato breve, mas mesmo muito breve do passeio…
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Tal como se costuma dizer na gíria “o que é bom acaba depressa” foi o que aconteceu com este passeio.

Ficam por enquanto só duas ou três fotografias sendo que me sinto na obrigação de agradecer o alto patrocínio do S. Pedro que nos ofereceu um tempo divinal, melhor nesta altura do ano era impossível.

A todos aqueles que aceitaram esta minha proposta de fim-de-semana o meu também agradecimento pela confiança depositada.

Aproveito ainda também para agradecer ás casas que nos receberam, quer pela simpatia quer pelo profissionalismo com que nos atenderam:
* Almoço de sábado – Restaurante Fraga dos Três Reinos (Moimenta / Vinhais)
* Jantar de sábado – Snack-Bar “O Careto” (Aldeia de Varge/Bragança)
* Alojamento – Hotel Turismo São Lázaro (Bragança)
* Almoço de domingo – Restaurante “A Balbina” (Miranda do Douro)

Um abraço e até ao próximo passeio, passeio esse que muito provavelmente será mais para o sul (Alto Alentejo).
Um agradecimento muito especial ao João pela cedência da mota para este passeio.

24/10/08

4x4 - Passeio nas serranias a norte de Viana do Castelo

O Fórum Frontera está a preparar um passeio para viaturas todo-o-terreno para o próximo dia 02 de Novembro na zona norte de Viana do Castelo.
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O passeio terá o seu início no monte de Stª Luzia e terminará com uma travessia a vau do rio Âncora já junto á EN 305 e muito perto do lugar de Espantar, ao lado de S. Lourenço da Montaria. Logo de início e como aperitivo iremos deparar com uma calçada Romana (mas com um caminho alternativo) com alguma dureza.
A paisagem será um dos pontos fortes deste passeio e desde já podemos garantir o patrocínio do nosso querido S.Pedro que nos prometeu alguma chuva para os dias antecedentes (para não ter-mos pó) mas um excelente dia de sol para o dia do passeio. Gostávamos de dizer que também respeitamos a Natureza. Mas que Natureza? Esta já quase não existe. Os vários incêndios carbonizaram repetidamente a vegetação autóctone e vamos infelizmente assistir à decadência total da serrania, com uma infestação geral de acácias. Em todo o percurso vão-se poder contar os carvalhos pelos dedos das mãos, assim como também sé se verá um castanheiro e meia-dúzia de sobreiros. Mais nada! No alto da serra até um mísero tojo arnal ou urze já é motivo de festa. Contudo valem as vistas ou para o vale de Outeiro a leste, ou para o mar, do lado contrário, que podemos desde já garantir que são soberbas. Sendo este um passeio 4x4 as subidas e descidas irão ser algumas e que sem grande dificuldade se vão vencendo, com pisos bons e outros nem por isso. Regueiras profundas, cascalheiras e pedras muito salientes e soltas também irão fazer parte do passeio. Um dos pontos por onde iremos passar será na Sr.ª da Cabeça, local de romaria no meio da serra e onde iremos fazer uma paragem para o cafezinho e xixi habitual. Da Sr.ª da Cabeça prossegue-se, com circuito panorâmico de onde se apreciará bastante bem a vizinha serra de Arga, e sempre perto da nova A 28 que agora rasga a serra a meia encosta. Para o fim do passeio está guardada a tradicional cereja no topo do bolo, ou seja, a travessia a vau do rio Âncora, perto de Ponte de Saim. Este é sem sombra de dúvida o local mais bonito do passeio, ainda com alguma vegetação ripícola – amieros, salgueiros e outras autóctones que emprestam um ar acolhedor às margens – por onde um a um, todas os participantes irão passar os seus carros para o lado norte. Com uns 30 a 40 cm de profundidade, a travessia não apresenta dificuldades de maior, apesar do fundo em pedra rolada. E neste ponto será o fim do passeio em termos de condução off road. Se o tempo permitir iremos por estrada ao cimo da Serra de Arga espreitar as vistas, contudo este pormenor só no dia se saberá… Após a travessia do rio Âncora e já EN 305 iremos para um lanche/jantar numa esplanada panorâmica do lugar de Espantar, ao lado de S. Lourenço da Montaria. Um sítio bonito! Moelas, rojões, queijo e presunto constituirão o petisco. Mas o que vai marcar mesmo irá ser o champarreão! O champarreão é uma bebida típica do minho vianense onde se mistura o vinho com cerveja, açúcar, canela e sabe-se lá que mais, e por certo irá escorregar nas goelas com muita facilidade. Os “navios”, púcaras em que vem para a mesa, irão também ser esvaziados com celeridade. Horários:
09:30 Concentração no cimo do monte de Stª Luzia em Viana do Castelo e distribuição de documentação (road book incluído).
09:50 Tradicional briefing.
10:00 Inicio do passeio.
16:00 Final da travessia a vau do rio Âncora.
16:15 Lanche/jantar numa esplanada panorâmica do lugar de Espantar.

Fórum Frontera

E para todos aqueles que pensam que o Opel Frontera é uma viatura 4x4 só para ir ás compras e subir um passeio que seja baixo sugiro que vejam as fotografias e vídeos deste link;


http://www.setbb.com/forumm/viewtopic.php?mforum=forumm&t=3615&postdays=0&postorder=asc&start=0&mforum=forumm









Outono no Parque Natural Montesinho (2)

Ora na sequência do meu texto publicado em 17/09/2008 venho aguçar o apetite de todos aqueles que gostariam de fazer o passeio mas que por diversas razões não o irai fazer.

Só para vos abrir o apetite, vamos então á gastronomia.

As ementas foram pensadas no conjunto das três refeições dos dois dias e tentando ir ao mais regional possível. Ora estamos numa região onde a carne abunda pelo que lá teremos nós que comer carne…

As refeições de sábado serão em pleno Parque Natural de Montesinho.

Almoço de sábado

Vai ser em Moimenta (Vinhais) no Restaurante Fraga dos Três Reinos

Além do tradicional pão e manteiga vamos ter também os queijinhos, presunto, alheira, chouriço, repolgas com presunto, cogumelos salteados com limão e ainda…. castanhas.
Depois vem a sopinha quentinha pois decerto que vai estar frio.
Franguinho caseiro confeccionado á moda transmontana com umas ervinhas aromáticas... e acompanhado com castanhas.
Sobremesa, doce fruta e nos doces um pudim de castanha.

O jantar vai ser na Aldeia de Varge no Snack-Bar “O Careto” mas não se deixem intimidar pela designação Snack-Bar. É uma casa regional com paredes de xisto e forno de lenha, onde predominam as boas carnes da região. O nome do restaurante advém da alcunha do proprietário e está relacionado com a Festa dos Rapazes, uma festividade muito antiga na região, onde os "caretos" se divertem a assustar as raparigas. Tem como especialidades, congro grelhado, bacalhau na brasa, costeleta, galo no pote ou púcara e a posta mirandesa com batata a murro. Como não podia deixar de ser vamos degustar as especialidades da casa ou seja, o galo no pote ou púcara e a posta mirandesa com batata a murro que a tradição assim o obriga e o Sr. Manuel o exige. Claro está que não me esqueci das tradicionais entradas de enchidos, etc., etc.,. Como sobremesa vamos ter alguns doces regionais devidamente confeccionados no Careto de onde se destaca doce de abóbora caseiro.

O almoço de domingo já vai ser um pouco mais a sul, ou seja, em Miranda do Douro.

Estando nós em Miranda do Douro só podemos ir a uma casa, casa essa que se dá pelo nome de Restaurante Balbina que fica nas proximidades do Largo da Misericórdia.
As especialidades são o chouriço e alheira na brasa, galouxo no forno, salpicão caseiro com ovos escalfados, arroz de frango ou de pato, vitela assada à Balbina; Cabrito assado à Laurinda, posta mirandesa, coelho à caçador e perdiz estufada. E os doces, nem vos digo nem vos conto e devidamente acompanhados por um vinhinho fino (estilo Porto) ai ai…
Mas vamos ao que interessa, como nesta altura já comemos a posta e o frango vamos optar pelo cabrito, cabrito essa que na minha opinião será um dos melhores de Portugal (eu até diria que é o melhor, mas isto de definições de melhor tem sempre muita subjectividade). A D. Balbina faz questão que se prove a Posta á Mirandesa que ela confecciona pelo que antes do cabrito lá vamos nós provar um pouco da posta, não muito pois o prato principal é o Cabrito.

Claro está que quem está a pensar fazer dieta para perder peso não vai ser com estas refeições que vai conseguir e eu até já fim mais um furtivo no meu cinto…

Mas não pensem que as refeições acabaram por aqui pois ainda temos um lanche surpresa para fazer-mos em Marialva que será o ponto onde iremos terminar o passeio e onde nos iremos separa, os do sul seguirão em direcção á Guarda e os do Porto e direcção á Régua.

Alojamento optou-se por ficar no Hotel Turismo S. Lázaro.

Prometo cá colocar fotografias na segunda-feira…

17/10/08

Velódromo de Sangalhos até Julho de 2009


A U.V.P./F.P.C. não necessita deste meu pequeno espaço de opinião para divulgar o que quer que seja de Ciclismo. Contudo e por me parecer um passo importante no futuro próximo do Ciclismo Português e quem sabe até no relançamento da modalidade que infelizmente devido a diversos factores passa talvez pela sua maior crise… mas voltemos ao tema deste texto, ou seja o Velódromo de Sangalhos. Miguel Ribeiro, actual Presidente da Direcção da Associação de Ciclismo do Porto e em sua representação tornou assim a Associação de Ciclismo do Porto numa das “…entidades desportivas e institucionais” presentes neste momento de grande simbolismo.



Tomo pois a liberdade de transcrever para aqui o texto que está disponível no sitio na Internet da U.V.P./F.P.C.


Contrato de financiamento assinado.

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O Velódromo Nacional – Centro de Alto Rendimento de Sangalhos, acolherá as primeiras verbas alocadas ao desporto do Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN), conforme a assinatura, no passado fim-de-semana, 12 de Outubro, do contrato de financiamento do velódromo localizado na Bairrada.

Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, Helena Azevedo, presidente da Comissão Directiva do programa Operacional Temático de Valorização do território (POVT), Luís Bettencourt Sardinha, presidente do Instituto do Desporto de Portugal e Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia assinaram o contrato de financiamento da obra projectada pelo arquitecto Rui Rosmaninho e cujo prazo de conclusão se estima em Julho de 2009.

Na cerimónia, que assinala mais um passo dado na concretização de um dos pontos da agenda de desenvolvimento do ciclismo em pista no próximo quadriénio, marcaram igualmente presença Artur Lopes, Presidente da UVP-FPC, e um representante da União Ciclista Internacional (UCI), entre outras entidades desportivas e institucionais.

O velódromo de Sangalhos terá uma pista coberta de 250 metros, com uma bancada fixa de 1220 espectadores e terá a madeira como material nobre utilizado.

Além de ciclismo, a infra-estrutura, apoiada no velódromo de Aigle, na Suíça, será aproveitada para outras modalidades. O velódromo acolherá ainda um Centro de Alto Rendimento com 16 quartos (32 camas) e respectivas estruturas de apoio. O Velódromo Nacional é uma obra orçada em 10.153.201,28 euros, sendo a comparticipação financeira do FEDER de 6.653.554,85 euros, correspondente a 70% da despesa total elegível. A restante verba será comparticipada pelo Instituto de Desporto de Portugal e pela Câmara Municipal de Anadia, entidade responsável pelo lançamento da obra e respectivo projecto.”

Fico pois na expectativa da conclusão desta obra assim como na boa rentabilização desportiva da mesma.

Caberá também e após a finalização da obra, ás Associações Regionais de Ciclismo e em colaboração com a U.V.P./F.P.C. ajudarem na rentabilização deste espaço, assim como também incentivando o aparecimento de novos atletas para esta “nova” vertente do Ciclismo.

Por uma questão de localização geográfica terão um papel muito importante e decisivo nesta rentabilização as Associações de Ciclismo de Aveiro e Porto.


As Associações todas não poderão nem deverão ficar na expectativa que seja única e exclusivamente a U.V.P./F.P.C. a fazer todo o trabalho de rentabilização do Velódromo, mesmo apesar de ser um dos objectivos primordiais da actual direcção para o ciclo olímpico agora iniciado.

Devido a praticamente inexistência de provas de pista em Portugal, convém também haver um esforço na formação de comissários específicos para a pista.

A televisão terá também um papel muito importante a divulgação e implementação da pista, quem sabe até com directos, uma vez que os custos de realização e produção serão bem mais reduzidos em relação a uma prova de estrada. Os custos, salvo melhor opinião, serão semelhantes aos da transmissão de um qualquer jogo de Hóquei em Patins, Andebol, etc.
Poder-se-á rentabilizar esses custos com a fixação de publicidade estática no Velódromo.

Os festivais de pista poderão ser uma constante no período de “descanso” da estrada e por certo que tal como aconteceu no passado os duelos da estrada poderão passar para a pista com o publico a vibrar com os nomes conhecidos. Por exemplo e pegando nos nomes actuais quem é que não gostaria de ver na pista uma prova de perseguição por exemplo entre o Cândido Barbosa e o Sérgio Paulinho?
Esse mesmo publico que irá ao velódromo ver os seus heróis do pedal vai estar ainda mais motivado para depois estar na berma da estrada a ver passar esses mesmos heróis que viram na pista.

Fonte do texto e fotografias:

http://www.uvp-fpc.pt/index_noticia_ver.php?id_noticia_new=1005&pag=1

06/10/08

€$ €$ €$ A Crise do Subprime €$ €$ €$

Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato económico para qualquer leigo (como eu) entender...
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Então é mais ou menos assim:

O Ti Joaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos "fiados"aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose do tintol e da branquinha (a diferença é o sobre preço que os bêbados pagam pelo crédito).

O gerente do banco do Ti Joaquim, um ousado administrador formado em curso muito reconhecido, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o "fiado" dos pinguços como garantia.

Uns seis “zécutivos” de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que ninguém sabe exactamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na T.T& L, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Joaquim).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Joaquim vai à falência.

E toda a cadeia lixou-se.

Este texto recebi-o via mail (daqueles que nos entopem as caixas) mas como achei que de forma muito simples explica a actual crise financeira que atravessamos decidi partilha-lo.

02/10/08

Segurança na Clássica de Amarante de 2008

A criação deste pequeno texto tem como base de referência uma notícia que está disponível on-line no sitio da Internet do jornal desportivo “Record” com o titulo “Artur Lopes não reconhece "honorabilidade" a Marcos Maynar” (http://www.record.pt/noticia.asp?id=806617&idCanal=93).

Não, não vou fazer nenhum “copy paste” até porque este espaço é tão-somente o meu blog de opinião e nada mais.

Sobre a troca de opiniões entre o Dr. Artur Moreira Lopes (Presidente da U.V.P./F.P.C) e o Dr. Marcos Maynar (médico da equipa Póvoa Cycling Clube) também não me vou pronunciar.

Contudo não posso ficar indiferente á acusação que o Dr. Marcos Maynar faz ao organizador da prova (pensando que teria sido a U.V.P./F.P.C).

Também não me compete estar aqui a defender a probidade da Associação de Ciclismo do Porto.

Mas vamos aos factos:

Em termos de segurança médica a prova tinha todos os requisitos que são exigidos, ou seja, médico devidamente acreditado pelo Ordem dos Médicos e duas ambulâncias (neste caso dos Bombeiros Voluntários de Amarante), logo os requisitos mínimos estavam cumpridos. Estes mesmos requisitos foram verificados e validados pelos representantes da U.V.P./F.P.C. na prova (Colégio de Comissários) permitindo pois que a corrida se iniciasse.

Também é falso que a assistência ao Bruno demorou 10 minutos, pois a viatura médica é a segunda da caravana e no máximo terá demorado segundos (quem lá anda sabe muito disto).

Contudo ainda se a assistência foi bem ou mal prestada não sei pois os meus conhecimentos médicos não me permitem avaliar, contudo ainda também e como disse o Presidente da Federação o médico em questão é por demais experiente, tem muitos anos de corridas de ciclismo, foi médico durante anos das provas organizadas pelo JN das quais se salientam obviamente as várias Voltas a Portugal, pelo que só posso dizer uma coisa, eu TENHO E MANTENHO toda a confiança na sua competência profissional.

Não queiram pois imputar à Associação de Ciclismo do Porto responsabilidades que não são suas, criando falsas questões.

29/09/08

1º País Dekarta TT

O Moto Clube do Porto, com o apoio logístico da KTM Porto (Motorcycles World), e o patrocínio da Henisa Cash and Carry, vai realizar nos dias 11 e 12 de Outubro o já habitual “Passeio TT das Vindimas”. Para além dos dois dias do evento, a grande novidade deste ano é o formato da prova que irá integrar um elevado componente de orientação. A complementar esta iniciativa inovadora, será também disponibilizado um trajecto opcional acessível a trails desde que pilotadas por condutores mais experientes nestas lides.

Sem fitas nem “road leader” os participantes, em equipas de dois, (em caravana no caso das trails) terão unicamente à sua disposição uma carta militar com diversos pontos obrigatórios de passagem e para quem tiver GPS o track completo do passeio. O objectivo final é, com partida do Porto, chegar unicamente por terra até à Vila de Fontes no concelho de Santa Marta de Penaguião. Caso existam inscritos sem parceiro de equipa serão emparceirados pela organização de acordo com a experiência transmitida no acto da inscrição.

A Vila de Fontes, simpática localidade já habituada a ser anfitriã do Moto Clube do Porto, irá disponibilizar um jantar de truz para fazer face ao enorme desgaste que esta “prova” vai provocar nos participantes. Os Bombeiros voluntários irão disponibilizar o seu pavilhão onde pernoitaremos com recurso aos sacos camas que fazem parte do equipamento obrigatório. O transporte do mesmo, mudas de roupa e demais tralha que os participantes quiserem levar, estará a cargo de um furgão de apoio que funcionará igualmente como central de controlo de todo o passeio. O regresso no Domingo, já numa modalidade bem mais “soft”, será no entanto totalmente em “off road”. Os participantes em trails poderão regressar no próprio Sábado por asfalto ou em alternativa no Domingo.

Programa do passeio:
Sábado, dia 11 de Outubro
7:30 – Ponto de encontro I – Moto Clube do Porto – Rua Aurélia de Sousa
7:30 – Ponto de encontro II – KTM Porto – Rua de Camões
8:00 – Moto Clube do Porto – Briefing (oferta do Cafézinho)
Entrega das cartas militares, número de inscrição, pulseira identificativa e demais informações importantes sobre o formato e as regras do passeio. Recolha das mochilas e demais pertences dos participantes que serão transportadas no furgão de apoio.
9:00 - Inicio do Passeio
Nesta primeira fase em asfalto os participantes rolarão em caravana até à entrada em terra. Nesse ponto será dada a partida às equipas com um minuto e meio de intervalo entre cada. No final partirão as trails em caravana.
O trajecto contará com 6 pontos de controlo obrigatórios onde as equipas participantes deverão tirar uma foto junto da placa informativa existente no local. Nesta foto deverão constar os dois elementos.
13:00 – Entrega de um saco merenda “Henisa” no ponto de controlo definido para o efeito. Este posto de controlo estará próximo de uma bomba de abastecimento de combustível.
18:00 – Chegada a Fontes onde estará um posto de recepção para controlo do tempo e das fotografias comprovativas da passagem por todos os pontos. No final haverá lugar a uma classificação geral e a equipa vencedora será aquela que cumpriu o maior número de pontos no menor espaço de tempo. Todos os participantes receberão uma medalha comemorativa do evento e os três primeiros classificados uma taça por equipa. A entrega de prémios terá lugar no decorrer do jantar.

Após as formalidades do controlo da chegada, estarão disponíveis balneários com duche quente para todos os participantes. Antes do jantar será oferecido um porto de boas-vindas no Cruzeiros Bar.

As motos ficarão em parque fechado e o jantar será servido a partir das 20:00.

Os sacos camas e demais pertences dos participantes estarão disponíveis no pavilhão dos bombeiros onde cada um se acomodará para passar a noite. Os ressonadores deverão ter o cuidado de dormir com o capacete na cabeça pois as botas de Enduro são duras como ò caraças.

Domingo, dia 12 de Outubro
10:00 – Ponto de encontro – Cruzeiros bar
Entrega de um saco merenda “Henisa” aos participantes e demais informações relativas ao regresso assim como o local do restaurante onde iremos parar para o almoço (facultativo)
10:30 – Início do passeio de regresso ao Porto
Equipamento aconselhado
• Equipamento completo de Enduro
• Telemóvel
• Máquina fotográfica ou telemóvel com essa função
• Mochila com Camel Bag (água)
• Lanterna
• Kit de ferramenta básica

Não esquecer que a moto deverá estar revista e em bom estado (pneus, travões, filtros, óleos, etc.). A organização fará transportar no furgão algumas ferramentas de apoio assim como algumas peças básicas (manetes, pneus, câmaras de ar, etc.).

As inscrições no passeio só serão aceites após preenchimento completo da ficha de inscrição e pagamento do mesmo.

As inscrições encerram no dia 08 de Outubro.


Mais informações através dos endereços:
- stand.ktmporto@netcabo.pt telf. 938767775.

Todos os demais pormenores assim como ficha de inscrição para o 1º País Dekarta TT está disponível no sítio da Internet do Moto Clube do Porto.


25/09/08

5º G.P. em Ciclismo Crédito Agrícola

Ui,

???

Mas será que eu estou a ler bem?

Não me parece…


Como se não bastassem os Convívios de Cicloturismo com as chamadas “Roda Livre” ao que parece agora irá ser o contrário, uma "Roda Livre" com Cicloturismo.
Tomando como referência a informação disponível no sítio na Internet da U.V.P./F.P.C., ao que parece o 5º G.P. em Ciclismo Crédito Agrícola (última prova a contar para o Troféu RTP 2008 e que na minha opinião é provavelmente a competição mais importante para este escalão) vai ser um misto de Cicloturismo e corrida.

Mas afinal, é uma corrida de ciclismo ou é uma coisa qualquer com bicicletas que não se sabe bem o que é?

Para quem não conhece a zona, do centro de Penela ao centro de Espinhal são pelo menos 4,9 km, mas que facilmente poderão ser bem mais.
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Tal como diria o humorista Herman José “Oh valha-me Deus… ”.
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E por falar no Troféu RTP, será que alguém me pode informar onde se pode consultar o Regulamento Particular do Troféu?
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Bem…, mas mesmo sem conhecer o Regulamento Particular do Troféu RTP 2008 posso desde já (tendo como base uma vez mais a informação disponível no sitio na Internet da U.V.P./F.P.C.) afirmar que as classificações estão mal e que contêm erros crassos.
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Haverá alguém que consiga provar o oposto da minha afitrmação anterior?
Fica o desafio...

23/09/08

ELEIÇÕES na UVP-FPC (03)

A A.C.P. (Associação de Ciclismo do Porto) reúne os hoje á noite com os seus associados com o objectivo de formalizar o seu apoio á única lista até agora apresentada para os corpos sociais da U.V.P./F.P.C.

Miguel Ribeiro (Presidente da A.C.P.) cumpre assim com o prometido aos filiados aquando da sua tomada de posse como Presidente de direcção no início deste ano, mostrando assim uma nova forma de dirigismo associativo...

A reunião estava já à muito programada e agendada, tendo este agendamento "supostamente" tardio sido propositado para que pudessem (associados e direcção) analisar conveniente as várias listas que eventualmente se propusessem a votos na Federação, contudo tal não aconteceu e será uma vez mais lista única.

17/09/08

Outono no Parque Natural Montesinho

O Outono é uma excelente oportunidade para desfrutar das magníficas paisagens que alguns locais nos oferecem. Montesinho é sem dúvida o expoente máximo na coloração Outonal, com Castanheiros, Carvalhos nos mais variados tons de cor. E está dado o mote para mais um passeio, passeio que poderá de ser de um dia ou dois e a realizar-se no final de Outubro (provavelmente a 25 de Outubro). A exemplo da saída ao Douro será um passeio sem compromissos de horas e/ou locais, será mesmo mais um passeio para descontrair e sem qualquer tipo de preocupações.

O ponto de encontro será em Vila Pouca de Aguiar de onde se irá até à aldeia de Moimenta já no Parque Natural do Montesinho, passando em princípio por Valpaços, Zoio, Vinhais.Após o almoço iremos andar sempre dentro do Parque apreciando os inúmeros Soutos, que promete um paisagem deslumbrante uma vez que nesta altura os Castanheiros estarão ainda carregadinhos de castanhas devido a que tradicionalmente a apanha só se faça no final do mês de Outubro. Ora estando tão pertinho de Bragança não se podia deixar de comer a tradicional posta e irei sugerir o único restaurante na aldeia de Varge. Um pormenor importante a referir, é que nesta altura do ano os dias serão já mais pequenos.

14/09/08

Volta Concelho da Maia 2008

…e porque a segurança preocupa os organizadores, meios no terreno:
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*BT – 8 motas e 1 carro
*Médico
*Ambulâncias – 3 (com pessoal especializado)
*Bandeiras Amarelas – 4 + 1 (ardósia)
*Todos os cruzamentos devidamente policiados.
*Marcação do percurso de acordo com o Regulamento.

...e foi assim (Passeio ao Douro...).

Tal como tinha escrito em 12/09/2008 este não era um passeio organizado formalmente mas sim um simples e puro passeio sem qualquer tipo de formalismos e obrigações e horários.

O único horário previsto era o da saída do Porto ás 10:00H. Quem estava, estava quem não estava é porque não estava (lógica da batata ioioio).

Fomos quatro que saímos do Porto nas calmas com destino ao Alto de Espinho (Serra do Marão) onde se fez a primeira paragem para apreciar a paisagem, onde de um lado tínhamos o Marão e do outro o Alvão.

Após esta paragem lá fomos nós descendo até á Régua (via Fontes) e parando sempre que a paisagem assim o exigia.

Na barragem de Bagaúste estava mais um amigo a nosso espera, pois sendo ele de Tabuaço preferiu ali esperar e fazer-nos companhia e partilhando connosco o seu conhecimento da zona.

Deixamos Bagaúste para trás e fomos até ao miradouro de S. Leonardo da Galafura via Covelinhas onde continuamos sempre entre vinhedos e com o Douro a brindar-nos com a sua magnífica paisagem.

No S. Leonardo e por coincidência juntou-se a nós um amigo mais que andava de carro com a família a fazer o mesmo roteiro e como era já hora do almoço lá fomos nós á “Repentina” comer um delicioso cabritinho que muitos dizem ser o melhor do país, mas mesmo que o não seja é sem dúvida nenhuma muito bom.

Tal como escrevi no início este passeio não tinha qualquer tipo de formalismo e horários pelo que quando acabamos de almoçar era já algo tarde pelo que se optou por ir directos a Sabrosa para aí se retomar o serpentear pelos vinhedos que estavam magníficos e ainda carregadinhos de uvas (ou não estivéssemos a uma semana do inicio das vindimas).

Em Sabrosa juntou-se um outro amigo, também ele de Tabuaço e se há saída do Porto éramos quatro neste momento éramos já dez onde se incluíam duas crianças e assim continuamos até S. João da Pesqueira onde nos separamos por questões de horários e ser já noite.

Retomemos então o passeio em Sabrosa.

Fomos directos a Favaios e Alijó onde começamos a descer em direção á Foz do Rio Tua. Aqui as vinhas já não existem, mas em contrapartida fomos brindados com a magnífica paisagem do Vale do Tua onde podemos apreciar a magnitude da linha de comboio do Tua.

Ora como o calor apertava e o espelho de água convidava a uma paragem para refrescarmos a garganta lá paramos nós para se tomar um refresco junto ao rio Douro na estação da CP do Tua. De lá seguimos em direcção a S. João da Pesqueira onde pelo caminho fizemos ainda duas paragens, uma na Fraga das Ferr. Da Fonte de Seixas e a segunda um pouco mais á frente no miradouro de S. Salvador do Mundo de onde se pode apreciar um magnifico por do sol.

Já com a noite as paisagens não se conseguiam ver e a convite dos amigos de Tabuaço lá fomos nós degustar um bacalhauzinho (que sacrifício).

E pronto, cá fica um pequeno e muito resumido relato do passeio, pois por muito que escreva nunca conseguirei para aqui transpor o excelente convívio que todos partilhamos ao longo do dia.



...umas fotos só para ir abrindo um pouco mais o apetite.



Ainda tenho o sabor do Cabrito e do Bacalhau (almoço e jantar) na boca.


O próximo provavelmente vai passar nos seguintes locais:
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*Cabeceiras de Basto
*Barragem de Vilarinho das Furnas
*Montalegre
*Vila Verde...
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ou quem sabe
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Parque do Montesinho para um magusto e degustar a delidiosa posta devidamente acompanhado por outras iguarias (já em marcha).
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12/09/08

Passeio ao Douro e Vindimas…

Quando coloquei esta sugestão não estava a pensar em nada particularmente, mas com a alteração da data do W.T.C. fiquei com este fim-de-semana livre, assim sendo no sábado (13/09) vou fazer parcialmente este itinerário pelo que se alguém me quiser fazer companhia será muito bem-vindo.
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Mas vou sem compromissos de horas e/ou locais, será mesmo um passeio para descontrair e sem qualquer tipo de preocupações.
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O passeio que estou a pensar fazer será mais ou menos este:
Pousada de S. Gonçalo na Serra do Marão (N41 16.538 W7 55.907).
Seguimos pela N15 em direcção Vila Real. Sensivelmente percorridos a 8,00Km á saída
da aldeia da Boavista viramos á direita passando sob o IP4 entrando a N1240, estrada pela qual seguimos até Fontes e de lá até á Régua via Stª Marta de Penaguião. Na Régua atravessamos o Rio Douro para a margem sul. Mal se atravesse a ponte viramos duas vezes á direita seguindo pela N222 até á Barragem de Bagaúste onde passaremos novamente para a margem direita do Douro. Mal passemos a barragem viramos á direita onde vamos pela N313-1 até Covelinhas.Após Covelinhas começamos a subir para a Galafura onde sugiro que se faça uma visita ao Miradouro de São Leonardo (566 metros de altura). Do Miradouro de São Leonardo de saímos pala N313-1 até Gouvinhas. Em Gouvinhas viramos à direita e continuamos a descer até Ferrão onde apanhamos a N1268 até á entrada de Donelo onde vamos continuar pela N1268-1 até Covas do Douro. Já em Covas do Douro seguimos por uma estrada municipal que vai ligar a Gouvães do Douro onde iremos seguir pela N589 que vai dar á N323. Chegados à N323 viramos á esquerda e subiremos até Sabrosa onde sugiro uma pequena paragem para os reabastecimentos necessários… Atravessamos Sabrosa e logo á saída viramos á direita pela N1337 (precaução descida acentuada) onde no final da descida seguimos pelo caminho mais à direita (N1286) começando a subir (não seguir para Cheires) onde à entrada de Favaios vamos retomar a N322. Após a Adega Cooperativa de Favaios nos semáforos viramos à esquerda em direcção a Alijó. À entrada de Alijó na rotunda junto á Pousada viramos á direita e seguimos pela N212 até á Foz do Rio Tua mas passando antes por S. Mamede de Ribatua (durante toda esta descida pode-se contemplar o Rio Tua e a sua magnifica paisagem). Após passagem pelo Rio Tua seguiremos pela N108, N634 até Castanheiro do Norte, seguindo pela N214, apanhando depois a N314-1, N633 até a Carrapatosa, descemos até á Barragem da Carrapatosa de onde seguiremos até S. João da Pesqueira. De S. João da Pesqueira segue-se directo ao Peso da Régua.
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Os únicos horários previstos e para saída são:
Área de serviço de Águas Santas na A4: 10:00h
Pousada do Marão: 10:45h
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A partir daqui não há mais horários, ou seja, vamos indo e vamos vendo contudo estou a prever almoçar na zona de Sabrosa por volta das 13:00.
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07/09/08

Como complemento á mensagem anterior coloco duas simples perguntas:

1) Em caso de acidente há seguros?

2)
O seguro da licença de Cicloturista cobre estes eventos de “roda livre”?

3) Será que as Câmaras Municipais ao licenciarem estes eventos têm a noção do que é que estão a licenciar e receberam toda a informação correcta sobre o evento?
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Bem, ficam as perguntas no ar, agora quem quiser que se mexa, eu já fiz o meu papel, ou seja, denunciei publicamente uma situação que ao que parece muitos sabem existir mas que preferem continuar de olhos fechados até que um dia surja alguma complicação...

Uma outra realidade do nosso Ciclismo…

…neste caso na vertente do “Ciclismo para Todos”.

Sinceramente neste momento desconheço quais as alterações previstas para o Regulamento em 2009.

Dentro da vertente “Ciclismo para Todos” está a surgir uma coisa nova (pelo menos para mim) em Portugal que lhe chamam de “Roda Livre” e ao que parece estar a ter, felizmente, boa aceitação dos ciclistas (convém não confundir ciclistas com corredores).

Este ano colaborei em três eventos destes, se no caso dos dois primeiros (Póvoa de Varzim – Sr.ª da Graça e a etapa da Volta em Viseu) a segurança esteve ao mais alto nível infelizmente no terceiro (talvez pelo amadorismo dos organizadores) já foi o oposto.

Este tipo de passeio/prova desenrola-se da seguinte forma:
Convívio Cicloturismo até uma determinada zona do percurso onde se faz uma paragem e dá-se uma partida onde todos podem correr contra todas (independentemente da idade, condição física, tipo de bicicleta, etc., etc., etc) até um determinado local onde será a meta final para a corrida. Neste local ou acaba o passeio/prova ou então reagrupa-se tudo de novo e segue num simples passeio cicloturistico até a zona onde está previsto o fim do passeio.

São várias as minhas preocupações neste género de eventos.
Com a mais provável proliferação que estes eventos vão ter o que vai acontecer é os seus promotores/organizadores começarem a dar prémios monetários aos vencedores da “Roda Livre” levando a que comece a valar um pouco de tudo (como por exemplo nas Maratonas de BTT), desde poderem correr sem capacete, poderem tomar os produtos de melhoramento de rendimento que bem entenderem pois não haverá qualquer tipo do controlo de despistagem dessas substancias no final, aparecerem pessoas em que por completo desconhecimento não sabem o seu estado físico e poderem levar o esforço a limites que ponham em causa a sua vida, etc., etc., etc.
A falta de segurança no percurso do evento, onde por exemplo não existe marcação do percurso, não exista policiamento ou que o mesmo seja em numero insuficiente, etc., etc., etc.
Quem faz as classificações da “Roda Livre”
A existência ou inexistência de seguros (presumo que uma licença de Cicloturista não cobrirá um acidente num evento destes, pois no fundo é uma competição…

Ressalvo uma vez mais que a “Povoa de Varzim – Sr.ª da Graça” assim como a “Etapa da Volta” tinham todos os requisitos necessários, aliás, se em ambas substituíssemos os cicloturistas pelos corredores profissionais a única coisa que se tinha que acrescentar aos meios existentes seria um Colégio de Comissários pois todos os restantes meios já lá estavam.

Salvo melhor opinião entendo a U.V.P./F.P.C. deverá rapidamente por ordem nestes eventos, criando-lhes normas e controlo, antes que haja um acidente grave e que uma vez mais o nome “Ciclismo” saia manchado.

Convio de Cicloturismo.

Salvo melhor opinião entendo que no caso dos Convívios de Cicloturismo o carro que vai na frente tem que ir a uma velocidade moderada, e não como eu presenciei ontem que andou numa média de 30km/h (tenho o Track do gps guardado) fazendo com que mais de metade dos participantes (onde se encontravam muitas crianças) se perdessem e ficassem sem qualquer tipo de apoio, quer de segurança quer logístico.

O que se passou ontem na Maia foi em meu entender demasiado grave para ser verdade, quem tinha obrigações de controlar a caravana só se preocupou com o chamado “pelotão” e os outros que se…, isto apesar dos meus múltiplos avisos que a caravana estava completamente “partida” (como se diz na gíria).

Aliás a ambulância presente inclusivamente perdeu-se no percurso e posso garantir que não foi por culpa do seu condutor.

À tripulação da ambulância os meus parabéns por terem feito tudo o que lhes foi possível assim como pelo seu exemplar empenhamento.

Bem sei que o código da estrada é para ser cumprido, mas pagando ou não (desconheço esse pormenor) os seus participantes fizeram uma inscrição, logo…

Um Convívio de Cicloturismo não é uma competição, é para iniciarem todos juntos e acabarem todos juntos.
Significado da palavra “Convívio” segundo o dicionário on-line da Priberam:
*Acção de conviver; *Convivência; *Camaradagem; *Intimidade; *Familiaridade

04/09/08

Passeio ao Douro (se possivel nas vindimas...).

Bem sei que este Blog é algo generalista e que a esmagadora maioria dos visitantes são adeptos da modalidade Ciclismo, e/ou do Mototurismo e outros ainda do Todo o Terreno quer seja ele de mota ou jipe pelo que pelo que a sugestão de um passeio por estrada a pensar no convívio com a família e nos amigos (que tantas vezes nos esquecemos no dia a dia) não nos pareça despropositada, antes pelo contrario…

Aproxima-se pois mais uma época de vindimas em que porventura estaremos na altura do ano mais bonita para se visitar a região duriense, ou melhor, a região do Douro Vinhateiro.

Dentro dos possíveis vou tentar que a minha sugestão de passeio fuja dos pontos mais comuns e por todos conhecidos.

Tomemos como ponto de início do passeio a Pousada de S. Gonçalo na Serra do Marão (N41 16.538 W7 55.907).

Sigam então pela N15 em direcção Vila Real. Sensivelmente percorridos 8,00Km, á saída da aldeia da Boavista, viram á direita passando sob o IP4 e entrando na N1240, estrada pela qual seguirão até Fontes e de lá até á Régua via Stª Marta de Penaguião.

Na Régua, ou melhor, Peso da Régua pois é esse o nome correcto da cidade, atravessam o Rio Douro para a margem sul. Mal atravessem a ponte viram de imediato duas vezes á direita seguindo pela N222 até á Barragem de Bagaúste onde atravessam de novo o Rio Douro para a margem direita. Mal passem a barragem viram á direita (tem uma placa de transito proibido mas não tem mal) onde vão pela N313-1 até Covelinhas (sugerimos precaução pois a estrada é algo estreita e a paisagem deslumbrante pode fazer com que se desconcentrem na condução). Após Covelinhas começam a subir para a Galafura onde sugerimos que façam uma visita ao Miradouro de São Leonardo (566 metros de altura). Este miradouro oferece um dos mais extraordinários panoramas sobre o Rio Douro e os socalcos do Vinho do Porto. Dos montes imponentes e das encostas com as famosas vinhas dispostas em socalcos que parecem querer represar o rio, vedando-lhe o caminho para o mar. O poeta Miguel Torga costumava dizer que São Leonardo era como um barco de quilha para o ar, que a natureza voltara a meio do vale.

Mas voltemos ao passeio…

Deixam ficar o Miradouro de São Leonardo e regressão à aldeia da Galafura de onde saem pala N313-1 até Gouvinhas. Em Gouvinhas viram à direita e continuam a descer até Ferrão onde apanham a N1268 até á entrada de Donelo onde vão continuar pela N1268-1 até Covas do Douro. Já em Covas do Douro seguem por uma estrada municipal que vai ligar a Gouvães do Douro e onde irão seguir pela N589 que vai dar á N323. Chegados à N323 viram á esquerda e sobem até Sabrosa onde sugerimos uma pequena paragem para os reabastecimentos necessários…

Após a eventual paragem em Sabrosa, atravessam Sabrosa e logo á saída viram á direita pela N1337 (precaução descida acentuada) onde no final da descida seguem pelo caminho mais à direita (N1286) (não seguir para Cheires) começando então a subir em direcção a Favaios onde à entrada vão retomar a N322.

Em Favaios sugiro três percursos:

Comecemos pelo mais pequeno então.
Após a Adega Cooperativa de Favaios nos semáforos viram á direita e começam a descer até ao Pinhão de onde se seguirão directos a Peso da Régua.

O segundo, embora um pouco mais extenso mas que se pode fazer num único dia…;
Após a Adega Cooperativa de Favaios nos semáforos viram à esquerda em direcção a Alijó. À entrada de Alijó na rotunda junto á Pousada viram á direita e seguem pela N212 até á Foz do Rio Tua mas passando antes por S. Mamede de Ribatua (durante toda esta descida pode-se contemplar o Rio Tua e a sua magnifica paisagem). Após passagem pelo Rio Tua seguem pela N108, N634 até Castanheiro do Norte, seguindo pela N214, apanhando depois a N314-1, N633 até a Carrapatosa, descendo até á Barragem da Carrapatosa de onde seguem até S. João da Pesqueira.
De S. João da Pesqueira seguem directo ao Peso da Régua.

O mais extenso e idealizado para dois dias será então assim;
Igual ao anterior até á Foz do Rio Tua. Após passagem pelo Rio Tua seguem pela N108, N634 até Castanheiro do Norte, onde seguirão pela N314-1 até Brunheda. Lá continuarão pela N314 até Vila Flor. Logo á saída viram á esquerda e entram na N608 até Sampaio onde vão apanhar o IP2, pelo qual seguirão até um pouco depois de Vila Nova de Foz Côa (nesta ligação sugiro um pequeno desvio a Torre de Moncorvo onde podem assistir á desfolhada da amêndoa).
Sensivelmente 20 KM após Vila Nova de Foz Côa vai aparecer do lado direito Marialva onde sugirimos uma breve visita ao centro da aldeia. Após Marialva seguem sempre pela N324 até Touca passando antes por Meda. Já Touca viram á esquerda apanhando a N222 por onde vão directos ao Peso da Régua passando contudo entretanto por S. João da Pesqueira.

Estas três sugestões têm como ponto comum de final de passeio a Cidade do Peso da Régua.

As paragens para deslumbrar as magnificas paisagens, para eventual descanso, etc., etc., etc., serão ao gosto de cada um e ao seu ritmo.

São muitos também os monumentos que se podem visitar, mas…isso fica ao critério de cada um.

Resta-me pois desejar a quem aceitar uma destas minhas sugestões um óptimo passeio e que o mesmo seja do vosso total agrado.