24/03/16

...o tempo passa a voar!!!

Mesmo sendo de carácter meramente pessoal, os gostos são sempre passiveis de discussão mas não é sobre “gostos” que se trata esta partilha musical.



Embora o termo “nostalgia” não se aplique de forma correta ao que sinto ao escutar esta “play list” é mesmo com muita saudade de outros tempos que deliciosamente escuto estas músicas, algumas delas já com mais de 30 anos, enfim…, mesmo não querendo admitir é a prova que estou mesmo a ficar “Belho”.

Tal como digo:
“Se a vida são dois dias e se um já passou então porque desperdiçar o dia que falta?”


Temos sim é que aproveitar cada momento como se sendo único e irrepetível e ainda também como se fosse o último.

14/03/16

34.ª Volta ao Alentejo - Crédito Agrícola.


Para mim começa já amanhã a 34ª edição da Volta ao Alentejo - Crédito Agrícola e onde me foi confiada a função de mota-informação sendo que a corrida propriamente dita inicia-se somente na quarta-feira em Portalegre.

Estão previstas 22 equipas e quase 180 corredores.

Para as equipas portuguesas será esta a sua primeira grande corrida do ano pois, por muito que nos custe e nos moldes actuais a Volta ao Algarve não está ao alcance das nossas equipas.

A prova terá um total de 5 etapas e irão percorrer um total de 907 km. Haverá em disputa um total de 15 metas volantes e 7 contagens para o prémio da montanha.
Etapas:
1.     Portalegre / Castelo de Vide (158 KM)
2.    Monforte / Montemor-o-Novo (206,2 KM)
3.    Portel / Beja (186,3 KM)
4.    Aljustrel / Grândola (184,7 KM)
5.    Santiago do Cacém / Évora (172,3 KM)

O espectáculo velocipédico está garantido e para o público que esteja na berma da estrada a ver a Alentejana passar será um colorido muito interessante de ver.


Todos os pormenores podem ser consultados no sítio oficial na Internet do evento (aqui).

27/02/16

A "Bandeirinha da Saúde".


Um pouco sobre a história da cidade do Porto. 

A "Bandeirinha da Saúde" fica no largo junto ao Palácio das Sereias, tem como suporte uma pirâmide em cantaria e que terá sido construída entre 1597 e 1633 pelo pedreiro Bastião Fernandes. Esta "bandeirinha" tinha uma simples missão, ou seja, em tempo de Peste marcava o limite da zona de atracagem dos barcos que estivessem a chegar ao Porto e só após efectuarem o exame sanitário é que os tripulantes poderiam desembarcar.


Para mais fácilmente poderem localizar a Rua das Sereias é a rua que liga o Largo do Viriato (junto ao Hospital de Santo António) ao edifício da antiga Alfandega do Porto.


O historiados e também jornalista Germano Silva num pequeno vídeo conta-nos a origem do nome da Rua da Bandeirinha e a curiosa história do Palácio das Sereias e onde obviamente é também explicado a "Bandeirinha da Saúde" ("aqui").

Tantas vezes passei neste local e tantas vezes vi esta pirâmide sem fazer a menor ideia do seu significado..., e ainda digo que conheço a cidade do Porto, bem, provavelmente só conheço mesmo as ruas.

Fontes:




17/02/16

42ª Volta ao Algarve


Polémicas à parte,

…começa hoje mais uma edição da Volta ao Algarve – a 42º, sem dúvida uma prova importante em Portugal, mas uma coisa é certa, para o vulgar dos cidadãos Portugueses e do nosso Ciclismo a prova mais importante é e será sempre a Volta a Portugal.

Muito podia dizer sobre esta edição da Volta ao Algarve mas vou-me focar no mais importante, ou seja, que o sucesso da prova está desde já garantido pelo leque de equipas e corredores presentes.

Espero que em termos organizativos/logísticos o organizador (que simultaneamente é quem tem a tutela do Ciclismo em Portugal) corresponda às expectativas e que sinceramente estou convicto que sim, irá conseguir corresponder.

Sobre as possíveis polémicas e tal como diz o ditado popular “Deus que foi Deus não conseguiu agradar a todos” pelo que nos devemos regozijar pela uvp-fpc ter conseguido colocar na estrada esta prova. Se eu concordo com algumas das decisões tomadas claro que não, mas para o caso a minha opinião não é importante (e muito menos neste momento de festa, sim, a existência de uma corrida deve e deverá ser sempre festejada).


Gostava de poder dizer mais alguma coisa mas não posso pois não sei…


20/11/15

..."doping" e o Ciclismo.

Este meu pequeno texto vem na sequência de um trabalho jornalístico do jornal desportivo “A Bola” assinado pelo senhor jornalista Fernando Emílio (aqui) e que curiosamente no dia de arranque da Volta a Portugal 2015 fez uma peça jornalística no mesmo jornal semelhante. 

Antes de iniciar este meu texto devo dizer que se tivesse sido eu o autor desta peça jornalística teria colocado a palavra "alteração de perfil no passaporte biológico" em vez de "doping".



Não, não me vou pronunciar sobre esta notícia e o que possa eventualmente estar por detrás da mesma…, e mais não digo porque também não sei.

Não, não me vou também pronunciar sobre a qualidade dos trabalhos jornalísticos no nosso país, aliás, subscrevo a opinião do Joaquim Gomes na sua conferência de imprensa no último dia da Volta a Portugal…, e mais não digo porque também não sei.

Mas há uma coisa que eu digo porque sei.

Sei sim que não podemos nunca JUSTIFICAR as nossas falhas com as falhas dos outros!!!!

Quero lá eu saber se nas outras modalidades desportivas (nomeadamente no futebol) há ou não utilização de substâncias consideras como dopantes, a mim o que me interessa é que não as haja no Ciclismo e que disto não haja qualquer dúvida.

Fonte: Fotografia retirada de um texto no facebook.

16/11/15

....and the show must go on!

....então, é por cá?

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015.

Obviamente que lamento e repudio os bárbaros acontecimentos de Paris, mas penso que já chega, cada coisa no seu lugar.

Tenho também consciência que o que por lá aconteceu pode acontecer por cá e/ou até acontecer num qualquer local em que eu esteja de visita nesse momento mas a vida não para (por muito que nos possa custar) e os restantes problemas não ficam por si só resolvidos só porque aconteceu este atentado é há que os resolver.

Pessoalmente entendo que o que aconteceu em Paris é agora em primeiro lugar um problema de polícia e posteriormente um problema político internacional e a resolver pelos políticos que nós livremente escolhemos em eleições para nos representar e que inclusivamente somos obrigados a pagar impostos para entre outras coisas arcar com as despesas de todas estas instituições.

Não nos podemos esquecer que Portugal neste momento atravessa uma grave crise política e que vai ter consequências sócio-económicas graves (independentemente da decisão política que o Sr.Presidente da República vier a tomar nos próximos dias).

Com este virar “lógico” das atenções para França a nossa situação interna vai ficar esquecida mais uns dias e as decisões a tomar consequentemente adiadas mais algum tempo, excessivo tempo.

Senhores das comunicação social, a informação sobre a carnificina de Paris da passada sexta-feira 13/11 não pode obviamente ficar esquecida, mas não se esqueçam (nem se façam esquecidos) do que por cá se vai passando nos bastidores políticos que isso sim, isso é que gostemos ou não vai ter influência directa nas nossas vidas.

Chamem-me  EGÓLATRA se que quiserem, mas França é França e Portugal é Portugal e eu ainda vivo em Portugal e são os problemas de Portugal que em primeira instância me preocupam.

A vida não pára, continua por muito que nos custe...

14/11/15

Paris, ...e agora, que futuro nos espera?



Sábado, 14 de Novembro de 2015

São 08:00, acabo de ter conhecimento do horror de ontem à noite em Paris.

O terrorismo venceu, não com as 120 mortes até agora anunciadas e que por certo irão aumentar nas próximas horas/dias, sim, o TERRORISMO VENCEU, quem se sente seguro neste momento?

Pergunto, como podemos combater esta praga terrorista?

Que futuro iremos conseguir prover aos nossos filhos?

Esta é a minha reação a “quente” sobre este trágico acontecimento.



17/10/15

...há dias com sorte.

Conheço virtualmente a escritora Ana Amorim Dias há cerca de ano, sou seu fiel seguidor no facebook  e inclusivamente muitas vezes revejo-me em alguns dos seus textos.

Ontem, quando saí de casa de manhã estava longe imaginar que ia terminar a tarde a degustar uma saboroso Porto branco numa esplanada em V.N.Gaia com uma vista deslumbrante para a Ribeira da cidade do Porto.

Pouca passava das onze horas e diz-me uma amiga:
“Paulo, a mana quer falar contigo pois a Ana está de passagem pelo Porto hoje à tarde e achou boa ideia fazer-lhe um pequeno tour pela cidade.”

Confesso que achei  um pouco estranho até porque sabia que a Ana andava de viagem pela Europa mas a Susana não é de falsas brincadeiras. Lá falei com a mana e toca a planear tudo ao pormenor (se bem que ela tinha já tudo muito bem delineado).

Os pormenores do nosso fim de tarde não passam de isso mesmo pormenores, embora com significado para quem os viveu mas não é esse o objectivo deste texto.

Sobre a Ana o que posso dizer é que o nosso contacto foi muito interessante e a conversa desenrolou-se de tal forma que parecia que todos já nos conhecíamos há imenso tempo, aliás, a tertúlia foi tão agradável que o tempo voou e mais pareceu que foram somente uns escassos segundos.

Da Ana ficou a promessa de regressar ao Porto com o Capitão e os Marujos, cá vos espero.

Às manas (Paulina e Susana) resta-me agradecer-lhes  terem-se lembrado de mim para este tão agradável final de tarde e de me proporcionarem o privilégio de ter conhecido em carne e osso a Ana Amorim Dias.

Já me esquecia, a Ana é a responsável por eu ao fim de quase 47 anos ter adquirido o hábito da leitura e, como tudo na vida, ela tem um enorme defeito, tem a Parvalhona (Harley...).


13/08/15

Criticar por criticar (77ª Volta a Portugal)


Opiniões?

Claro que todos têm direito a ter e a exprimi-las, mas mantendo sempre o princípio básico do decoro.

Estejam todos cientes de uma coisa, não vejo no imediato quem tenha capacidade para substituir a Podium Events na organização da Volta a Portugal.

O tempo de no fim da Volta levar para casa o carro cheio de brindes já acabou há muito, mas mesmo muito tempo e não foi só no Ciclismo que essa realidade mudou.

Criticar por criticar.

Infelizmente nestes últimos dias fui lendo nas redes sociais muita gente a criticar a edição 2015 da Volta a Portugal, inclusivamente alguns chegam ao ponto de afirmar que terá sido a pior de todas (memória curta – digo eu claro).

Mas porque é que em vez de criticar de forma banal e cruel porque é que não indicam o que esteve mal e apontam soluções alternativas?

Bem sei que a minha opinião pede ser considerada por alguns como não isenta pois prestei serviços à Podium Events este ano, mas enganam-se, também prestei serviços a outras empresas no meio velocipédico tendo estado presente até ao momento nas provas em baixo mencionadas:

Como moto-informação:
33ª Volta ao Alentejo
Vila Flor - 2ª Taça de Portugal Cadetes -Zona A - Liberty Seguros
2ª. Taça de Portugal Liberty Seguros - Troféu Concelhio de Oliveira de Azeméis
3ª. Taça de Portugal Liberty Seguros - Memorial Bruno Neves
Campeonatos Nacionais de Estrada (Elites e Sub 23)
22ª. Volta a Portugal do Futuro
·         77ª Volta a Portugal Liberty Seguros

Como moto-BA (bandeira amarela):
Volta as Terras de Santa Maria da Feira
1ª. Taça de Portugal Liberty Seguros - Clássica de Albergaria
36º. Grande Prémio Abimota
25º Grande Prémio de Ciclismo Jornal de Noticias

Moto-fotografo:
1ª Volta ao Alto Tâmega

Joaquim Gomes,

Parabéns por teres tido a capacidade de teres conseguido colocar na estrada as provas mais bem organizadas em Portugal e isto é um facto não é uma opinião.


Enfim…, é muito mais fácil criticar de forma gratuita (digo eu claro) e mais não digo porque também não sei…


29/07/15

77ª Volta a Portugal Liberty Seguros (2015).


A minha última Volta foi a de 2008 e após sete anos estou a “regressar” à “Grandíssima”.

Para poder estar devidamente rodado foi necessário fazer algumas outras provas ao longo da época e em várias funções pois só assim é que verdadeiramente ficaria “rodado”.

A primeira das provas foi a 33ª Volta ao Alentejo em Março e na função que vou desempenhar na 77ª Volta a Portugal Liberty Seguros, ou seja, moto-informação.

Como moto-informação:
  • 33ª Volta ao Alentejo
  • Vila Flor - 2ª Taça de Portugal Cadetes -Zona A - Liberty Seguros
  • 2ª. Taça de Portugal Liberty Seguros - Troféu Concelhio de Oliveira de Azeméis
  • 3ª. Taça de Portugal Liberty Seguros - Memorial Bruno Neves
  • Campeonatos Nacionais de Estrada (Elites e Sub 23)
  • 22ª. Volta a Portugal do Futuro

Como moto-BA (bandeira amarela):
  • Volta as Terras de Santa Maria da Feira
  • 1ª. Taça de Portugal Liberty Seguros - Clássica de Albergaria
  • 36º. Grande Prémio Abimota
  • 25º Grande Prémio de Ciclismo Jornal de Noticias

Moto-fotografo:
  • 1ª Volta ao Alto Tâmega
Para que pudesse voltar houve algumas pessoas que foram realmente importantes e que seria injusto não lhes estar publicamente grato.

Em primeiro lugar o Sr. Joaquim Gomes da Podium Events que foi o principal responsável pelo meu regresso e que me confiou a execução do serviço de moto-informação na Volta a Portugal (que é tão-somente a prova mais importante realizada em Portugal) e em todas as restantes provas organizadas pela Podium Events.

Ao Dr. José Soares (speaker Rádio Volta da Podium Events) que tem tido a paciência necessária para em todas as provas reunir comigo as vezes necessárias e me dar tão preciosas dicas para o desenrolar do nosso trabalho.

Ao Sr. Bruno Soares que com uma paciência inesgotável recuperou (com preços módicos) a minha “menina” para que estivesse em plenas condições já na 22ª. Volta a Portugal do Futuro tendo ontem levado uns pequenos retoques. Neste campo quero também agradecer à Altis (óleos Motul e capacetes Nolan) na pessoa do Sr. Fernando Fernandes que ao longo dos anos têm sido inexcedíveis.

Ao Hugo Figueiredo que com perseverança e após eu ter desistido por falta de tempo, criou as condições necessárias para que chegue a Viseu com a minha “imagem de marca”.

Ao Dr. António Pedro, Sr. Hélder Oliveira - meu colega de trabalho e ao Zé Paulo (eles vão entender o motivo da minha lembrança).

E por fim mas a mais importante de todos à Sandra Reimão (minha esposa) que com paciência de Job lá vai tolerando as minhas “ausências”.


Ainda falta um ou outro pequeno retoque decorativo mas só mesmo depois da acreditação.

07/07/15

Finally - my motorcycle is ready!!!

Após seis anos e duas semanas de paragem e fruto de um excelente trabalho de recuperação do Mestre Bruno Soares uma das LT´s voltou a rolar e quando me sentei em cima dela nem queria acreditar pois a ansiedade e expectativa eram enormes.

Durante estes seis anos de paragem da LT foram várias as motas que fui conduzindo e uma coisa é certa, não há mota que possa substituir uma K 1100LT, pelo menos para o uso que lhe espero vir poder dar.

Todos sabemos que numa viatura há sempre uma maior degradação estando parada do que em utilização, ainda por cima foi uma paragem prolongada. Assim e respeitando  minuciosamente as indicações do Bruno ontem (06/07/15) ao final da tarde foram já efectuados os primeiros 100km dos quase..... que ainda vou ter de fazer esta semana para que se possa realizar alguns ajustes de pormenor e principalmente verificar se não haverá algum componente mecânico que se tenha degradado por causa desta paragem prolongada e que só vá ceder ao fim de alguma utilização (como por exemplo uma qualquer borracha/vedante/etc., etc.,etc.).

Obviamente que ainda falta um ou outro pormenor e a parte estética (pintura) vai mesmo ter de ficar para Setembro pois por muita boa vontade que pudesse haver nunca em tempo útil se conseguiria que ficasse pronta. Tenho já na próxima semana a 23ª Volta a Portugal do Futuro – Liberty Seguros e uma semana depois a 77ª Volta a Portugal – Liberty Seguros.


Em termos de lubrificantes a escolha foi a habitual - óleos da MOTUL cujo representante em Portugal é a Altis Lda.

17/06/15

18/05/15

Reflexão urgente, é necessário!


Transcrevo um texto de uma amiga que colocou no seu mural no Facebook.

“Estou abismada, chocada...

Ou eu sou muito "old school", ou estes últimos tempos têm sido um dos piores exemplos em termos de civismo, educação, humanidade. A semana passada foi pródiga em pôr a nu situações gravíssimas de violência infantil/juvenil (desde ataques de bullying colectivo até mesmo a homicídio). Hoje a DESCULPA é o futebol.  Supostamente por causa do resultado do campeonato nacional de futebol, tenho visto hoje na TV e nas redes sociais, atitudes do mais desrespeituoso que há entres seres humanos. Que vergonha!...

Não aceito. Não aceito nada disto.

A agressão por parte dum homem que deveria ser um agente de autoridade em

Guimarães é completamente desproporcional, assustadora e inadmissível.

Os momentos em Guimarães foram manchados por uma onda estúpida de violência.

A festa do clube ganhador na Praça do Marquês, em Lisboa, ficou manchada pela violência de alguns, que estragaram a todos os adeptos o que deveria ser um momento de alegria.

Comportamentos individuais, comportamentos de grupo, ambos pejados de violência gratuita!!!

BASTA!!!

Que vergonha!!!!! Isto é GRAVE!

Ficamos todos chocados (e bem!) com as imagens do resultado da violência, mas ninguém se admira muito com as faltas de respeito que normalmente são precisamente a antecâmara disso. Aqui no FB há exemplos disso mesmo - que lástima!

Respeitem e dêem-se ao respeito!!”

Quem ganhou, ganhou - festejem e não cutuquem os derrotados; quem perdeu, perdeu -
respeitem quem vence; saber perder é elevado.

As diversas instituições envolvidas nestes lamentáveis incidentes, públicas e privadas, têm de tirar as necessárias ilações, reflectir e AGIR!!!

Mas, na verdade, isto não têm nada a ver com futebol!!!!, essa é somente a desculpa (de hoje). Trata-se de falta de educação, desrespeito, injúria, agressão, violência. Por isso, individualmente, cada um de nós também tem de reflectir e agir. E rápido!!! Que mensagem estamos a transmitir às gerações mais novas? Que exemplos estamos a dar? Com que actuações estamos a compactuar? O que estamos a fazer mal? O que é que não estamos a fazer (de bem)?

A sociedade é composta por cada um de nós.

Sejamos o exemplo que queremos ver no outro.”

Um mau exemplo cívico:


Um bom exemplo cívico:

Autora do texto:
Sónia Mendes Monteiro

Autor (a) da fotografia:

Desconheço (retirei do Facebook e que está partilhada por diversos sítios).

09/05/15

Preta ou Laranja?


Peregrinações ao Santuário de Fátima.



Em primeiro lugar pretendo ressalvar que tenho o maior respeito por todos aqueles que se predispõem a fazer esta caminhada independentemente do seu ponto de origem enquanto indivíduos e pela sua fé.

Mas penso que devo começar por definir “peregrinação” e “fé” neste caso com a ajuda do dicionário on-line da Piberam;

Peregrinação:

  • Viagem em países longínquos.
  • Viagem em romaria a lugares santos e de devoção.
  • Visita feita na intenção de homenagear um lugar onde viveu alguém que se venera.

Fé:

  • Adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro.
  • Sentimento de quem acredita em determinados ideias ou princípios religiosos.
  • Estado ou atitude de quem acredita ou tem esperança em algo.
  • Fidelidade.

Não, não me vou pronunciar se realmente Deus e em particular Maria pretende este tipo de sacrifícios ou se também a Igreja os incentiva ou não, assim como também me vou pronunciar sobre o acto em si, que como de início afirmei respeito, mas sim pronunciar-me sobre a sua envolvência no meio…

Todos os anos há notícias de acidentes de viação envolvendo peregrinos, uns mais ou menos graves mas alguns com vítimas mortais a lamentar.


Não vou questionar sobre de quem é a efectiva responsabilidade dos sinistros pois não tenho competência para tal, mas independentemente do “real” culpado do sinistro moralmente critico de forma global os peregrinos pois são eles os primeiros a colocar a sua integridade física em causa pois por muita culpa que possa via a ser imputado ao automobilista se não somos nós os primeiros a velar pela nossa integridade quem é que o vai fazer?

Ainda ontem (sexta-feira dia 08/05/2015 – 13:00) ao início da tarde caminhavam um grupo de cerca de 15 pessoas em plena via Norte (traço equiparado a auto-estrada para quem não conhece) logo depois das instalações da Efacec e ainda por cima a par, pergunto, de quem é verdadeiramente a culpa se um automobilista vier em excesso de velocidade se despistar e matar algumas daquelas pessoas?

Não quero com isto pronunciar-me sobre o acidente da passada semana na zona de Coimbra, tão-pouco sei o que realmente se passou, mas o que pretendo com este texto é afirmar que a fé e a devoção a Maria não podem justificar tudo, os peregrinos têm que ser os primeiros responsáveis pela sua segurança e têm que respeitar as leis previstas no Código da Estrada.

Tomo a liberdade de transcrever um comentário a uma das inúmeras notícias do acidente que referi e que pode ser consultado na íntegra aqui

“Enquanto não se mudarem mentalidades, das pessoas e das autoridades, isto não vai mudar. Há caminhos marcados (nem sempre bem sinalizados, é certo) que evitem estas estradas, que são perigosas e onde é PROIBIDO circular a pé. Porque é que as autoridades e responsáveis, em vez de estarem a desviar as pessoas para os outros caminhos e a fazer trabalho preventivo, simplesmente "tiram" uma faixa da IC para as pessoas passarem a pé, dando assim conivência à transgressão ?

Que as autoridades e responsáveis tenham coragem de traçar um plano a médio prazo que passe por:
- marcar devidamente até ao fim do ano os caminhos fora das ICs (eles já existem e é muito fácil arranjar voluntários que ajudem nesta tarefa)
- fazer um trabalho de consciencialização durante este e o próximo ano para a não utilização de ICs e a utilização dos caminhos, entretanto devidamente marcados, estando nos locais a desviar as pessoas.

- ter tolerância zero a partir de 2017 para quem circule a pé nas ICs”

Fonte das fotografias - Internet

06/05/15

Tudo o que eu te dou (Pedro Abrunhosa).

E porque há musicas 
que ficam para a eternidade…

Há também pessoas
que entram na nossa vida e que
também ficam para a eternidade…

25/04/15

25 de Abril 41 anos depois…


Este meu texto não é nenhum trabalho científico e não é inspirado em nenhuma “fonte” credível ou não credível, é sim um texto de opinião baseado na minha experiência de vida e com toda a subjectividade a isso inerente.


Passados que estão 41 anos o facto mais relevante que encontro dos acontecimentos ocorridos na madrugada de 25 de Abril de 1974 foi a criação de mais dois feriados nacionais, o 25 de Abril e o 1º de Maio.


Bem sei que muitas mais coisas podiam se enumerar como o direito à liberdade de expressão, mas será mesmo que nos dias de hoje ainda há verdadeiramente o direito à liberdade de expressão?


Mas será mesmo que estamos hoje melhor do que estaríamos antes?


É uma resposta que cabalmente ninguém, mas mesmo ninguém consegue responder.

Pessoalmente, mas mesmo muito pessoalmente penso que não estamos melhor, antes pelo contrário, estamos pior, o direito à saúde não está garantido, o emprego é o que se sabe com cada vez mais pessoas desempregadas e sem perspectivas de encontrar algo, a precariedade laboral é também cada vez maior com a criação da chamada “Prestação
de Serviços” que não permite a criação de estabilidade sócio-profissional, etc., etc., etc.


A Justiça não funciona em Portugal pois são tantos os casos que diariamente aparecem nos jornais e redes sociais sem qualquer consequência para os infractores, como é o caso da corrupção entre tantos outros exemplo e quando a justiça funciona é de tal maneira lenta que quando é aplicada torna a reparação dos danos irremediável.


Sou também de opinião que estamos agora pior quando comparo o caso Espanhol ao Luso,
lá eles não tiveram nenhuma revolução, mas tinham uma ditadura como nós com o Franquismo entre 1939 e 1976 e comparemos a realidade Espanhola à Portuguesa…


…muito, mas mesmo muito mais poderia escrever mas seria mais do mesmo e nada de novo iria trazer a este meu pequeno texto, ou seja, ao fundamentalmente quando comparo a realidade Espanhola à nossa não tenho duvida em afirmar que agora estamos
pior que em 23 de Abril de 1974, mas… é tão-somente a minha opinião e com toda a subjectividade a ela associada. 


Uma coisa é certa, se não tivessem sido os acontecimentos da madrugada de 25 de Abril de 1974 muito provavelmente não poderia estar a fazer este texto o que por si só pode até parecer um contra-senso ao que acabei de escrever.

Fonte das fotografias: (aqui) - (aqui) - (aqui) - (aqui)