31/12/07

Novamente A.C.P.



Segundo a edição on line de O Norte Desportivo (http://www.onortedesportivo.com/?op=artigo&sec=6512bd43d9caa6e02c990b0a82652dca&subsec=&id=e73daae9ea4de2861e3250baca02986c) "José Sousa Vieira está a reunir «tropas» para regressar à Associação de Ciclismo do Porto (ACP)".

A sua intenção poderá eventualmente até ser legítima, contudo se fosse uma pessoa de bom senso e com vergonha na cara não se voltaria a candidatar e já que tem tanta vontade de trabalhar altruisticamente (o que eu sinceramente duvido do seu altruísmo) porque é que abandonou o cargo que ocupava?

Se José Sousa Vieira se vier a candidatar e os clubes filiados na A.C.P. o elegerem realmente fico sem perceber nada de nada e inclusivamente sentir-me-ei legitimado para afirmar que são todos uns ignorantes (
ignorante – aquele que não possui a habilidade, o saber que a sua ocupação exige), ignóbeis, intriguistas e sobretudo interesseiros.

Mas estou convencido que o bom senso irá prevalecer e que os clubes não irão apoiar uma pessoa que tão mal geriu os destinos da A.C.P.

Porém a situação actual também não é nada boa, veja-se por exemplo no calendário nacional disponível no sitio da Federação a primeira prova a organizar pela A.C.P. será só em 27 de Abril em Amarante pois a organização da Clássica da Primavera não é da responsabilidade da A.C.P.

Ainda recentemente (em 08 de Dezembro - HÁ MENOS DE UM MES) eu alertava para a crise nos órgãos sociais da A.C.P., que aliás já se arrastam desde o início de 2005 (bem, posso quase afirmar desde Julho de 2000, mas isso é outra conversa).

Estou perfeitamente á vontade para escrever o que bem quiser pois a mim ninguém me pode apontar o dedo, tenho sido sempre coerente com os meus actos e palavras, não digo hoje uma coisa e amanhã faço outra.

Há três anos cheguei inclusivamente a formar uma lista e projecto para o caso da direcção da A.C.P. se demitisse em bloco na sequencia do primeiro pedido de demissão do Sr. Sousa Vieira (que depois o retirou num diz que não disse) e informei o Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Geral desse projecto, projecto esse que só avançaria caso não houvesse entendimento entre os clubes filiados e os elementos restantes da direcção, ou seja, uma alternativa a uma comissão administrativa. Cheguei a apresentar o projecto a alguns clubes e inclusivamente foi alvo de uma notícia na altura em O Norte Desportivo.
O projecto que ainda hoje está actualizado (infelizmente, pois nada melhorou nestes três anos) e era assim;

A curto prazo:

- Defender até à última os interesses dos clubes filiados.
- Organizar a contabilidade.
- Maior rigor na gestão financeira.
- Tornar independente o Concelho Regional de Arbitragem da Direcção.
- Aumentar a segurança das corridas (melhor sinalização, mais policiamento, melhores comunicações rádio, etc.).
- Desenvolver as escolas de ciclismo (quer em estrada, pista e BTT).
- Consolidar todas as vertentes do BTT.
- Alterar (actualizando) os estatutos da A.C.P.
- Agendar sempre uma reunião com os clubes nas semanas anteriores ás Assembleias-gerais da U.V.P.-F.P.C.
- Criar um “SITE” na internet.
- Dotar os Comissários de melhores condições de trabalho (aproveitando as novas tecnologias).
- Fazer representar a A.C.P. de forma correcta e sempre que a sua presença seja solicitada (por mais insignificante que o convite possa parecer).
- Arranjar patrocinadores.
- Na última quinzena de Setembro agendar uma reunião com todos os clubes de forma a se poder marcar as provas no calendário Nacional e Regional, defendendo assim os interesses dos clubes filiados.
- Não permitir sobreposição de “datas de corridas”.

A médio prazo:

- Voltar a transformar a A.C.P. na maior associação do país.
- Reactivar outras vertentes do ciclismo (pista, rampa, ciclo-cross).
- Organizar cursos regionais de reciclagem para todos os agentes desportivos (comissários, treinadores, dir.desportivos).
- Aumentar a quantidade de provas realizadas.
- Tentar organizar uma prova por etapas do escalão 2.12 a terminar na Av. Aliados no dia de S. João.
- Trazer a comunicação social de volta ás provas de ciclismo em todas as suas vertentes (estabelecendo protocolos com os diversos meios de comunicação – rádio, televisão, jornais).
- Organizar campeonatos regionais.
- Tentar obter o estatuto de “Utilidade Publica”.

Na direcção:

- Criar comissões (estrada, BTT, Pista, comunicação social, etc.).
- Reduzir o número de directores para 5.
- Os membros da direcção não podem acumular a função de comissário.
- O director financeiro (ou tesoureiro) só tem essa responsabilidade dentro da direcção não acumulando portanto outras funções.

Estou plenamente convencido que o impasse actual se deve á altura festiva que passamos e que durante o mês de Janeiro o Presidente da MAG conjuntamente com os clubes filiados na A.C.P. irão ultrapassar esta crise que tem também repercussões no ciclismo nacional.

Tal como disse anteriormente, penso que o ideal seria a fusão da A.C.P. com a A.C.M e num futuro mais alargado a junção também da A.C.N. (Associação de Cicloturismo do Norte) A.C.V.R.

Poderão alguns pensar que com este meu pequeno texto estou a tentar candidatar-me, mas não, não sou candidato a nada nos órgãos sociais da A.C.P.
Sou simplesmente um comissário que força da minha residência estou filiado no Conselho Regional de Arbitragem da A.C.P., casa que conheço há trinta e quatro anos. Para os mais recentes, eu ainda sou do tempo em que havia fiscalização dentro dos carros de apoio das equipas.

Sou também um adepto da modalidade e talvez por ter a sorte de noutras funções estar presente em muitas provas nacionais e internacionais e falar também com muita gente diversa ter uma visão diferente da realidade da A.C.P.

Resta-me pois esperar que o marasmo que a A.C.P. ficou após a saída do Sr. Joaquim Leite em 2000 seja definitivamente ultrapassado com quem futuramente venha tomar conta dos destinos de uma casa cheia de tradição no ciclismo português.


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